Crime organizado: quem transforma a agenda em fiscalização, bloqueios e risco empresarial?
Uma leitura da arquitetura de influência que conecta segurança pública, inteligência financeira, fiscalização tributária, Justiça, reguladores e setores privados — com foco em quem consegue converter casos e narrativas em controles, sanções, rastreabilidade e novas obrigações empresariais.
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Resumo executivo
O centro de gravidade deste mapa não é quem fala mais sobre crime organizado, mas quem consegue mover o issue entre investigação, inteligência financeira, fiscalização, regulação e cadeia econômica. A rede formal capturada mostra uma malha institucional em que ENCCLA, Ministério da Justiça, Coaf, Receita Federal, Banco Central, Ministério Público e Polícia Federal conectam arenas que normalmente seriam analisadas separadamente.
Isso muda a leitura empresarial. Combustíveis, pagamentos/fintechs, mercado imobiliário e logística não aparecem apenas como setores “expostos”: eles são pontos onde beneficiário final, rastreabilidade, transações, cadastros, licenças, ativos e terceiros podem virar instrumentos de prevenção e enforcement.
A agenda que tende a sobreviver ao ciclo eleitoral é a que já dispõe de instituições, dados, instrumentos legais e coordenação interagências. Para empresas, o risco relevante não é prever quem vencerá a eleição, mas identificar quais mecanismos de controle já estão sendo institucionalizados e onde podem alcançar operações, fornecedores, M&A, pagamentos e estrutura societária.
Onde se concentra o risco empresarial
O mapa mostra duas camadas complementares de exposição empresarial. A primeira reúne riscos amplos ligados a continuidade operacional, fraude, segurança, reputação e cadeias críticas. A segunda mostra onde esses riscos ganham capacidade concreta de enforcement por meio de inteligência financeira, fiscalização, regulação, investigação e recuperação de ativos.
Segurança como risco empresarial amplo
- Logística e continuidade operacional.
- Seguros e transferência de risco.
- Cibersegurança e fraude.
- Think tanks, mídia e disputa entre prevenção e endurecimento penal.
- Combustíveis como setor sensível, ainda entre várias frentes.
Economia do crime como arquitetura de enforcement
- Inteligência financeira, Receita, Coaf, BCB e recuperação de ativos ganham centralidade.
- Beneficiário final, pagamentos e estruturas societárias passam ao núcleo do risco.
- Combustíveis se torna o caso mais concreto de integração entre fiscalização, regulação e investigação.
- A rede formal revela quem conecta as arenas institucionais e econômicas.
Importante: esta leitura não é atribuída ao resultado eleitoral. Ela decorre da combinação entre o recorte analítico, os vínculos formais disponíveis e sinais institucionais recentes.
Como um caso vira obrigação empresarial
O valor do mapa está em identificar os atores que transportam o tema entre essas etapas. Uma operação isolada vira risco empresarial estrutural quando encontra dados, coordenação e instrumentos que permitem repetir o enforcement.
As oito arenas do mapa
Decisão & coordenação
MJSP, Senasp, PF, PRF e estruturas nacionais/estaduais que coordenam política e operação.
Inteligência financeira
Coaf, BCB, Receita, CVM, sistema financeiro, fintechs, pagamentos e fluxos suspeitos.
Justiça & enforcement
MPF, MPs estaduais, GAECOs, CNMP, Judiciário e recuperação de ativos.
Congresso & normas
Câmara, Senado e comissões que podem transformar diagnóstico em lei, orçamento ou competência.
Cadeias expostas
Combustíveis, finanças, imobiliário, construção, logística, portos, aeroportos e outros elos com evidência.
Empresas & associações
Febraban, ICL, Sindicom, Secovi, ABRAINC, transportes e outras pontes entre governo e setor privado.
Conhecimento & validação
FBSP, Igarapé, universidades, UNODC e especialistas que qualificam ou tensionam propostas.
Mídia & agenda
Veículos e jornalistas que tornam casos visíveis e podem acelerar resposta pública — sem equivaler a poder formal.
O que a rede de vínculos formais revela
ENCCLA é a principal ponte institucional do mapa formal
Na rede capturada, a ENCCLA conecta MJSP, Coaf, Receita, PF, MPF, CGU, TCU, BCB, CVM, Susep, AGU e órgãos da Justiça. Seu valor não é “popularidade”: é capacidade de aproximar arenas que precisam operar juntas.
Existem dois núcleos operacionais que se interligam
O eixo Justiça/segurança (MJSP, PF, MPF, CNMP, tribunais) e o eixo financeiro/fiscal (Fazenda, Receita, BCB, Coaf, CVM) aparecem conectados por plataformas de coordenação. É nessa passagem que crime organizado vira risco econômico.
O setor privado entra por gateways específicos
Febraban, ABBC, ABCripto e Abracam se conectam ao BCB; Cofeci/Secovi/ABRAINC estruturam o circuito imobiliário; ANP, Sindicom, ICL e empresas do setor formam o circuito de combustíveis. Isso sugere estratégias de compliance diferentes por cadeia.
Visibilidade pública e integração operacional não coincidem
Mídia, parte da academia e vários atores políticos têm alta capacidade de agenda, mas aparecem menos integrados ao núcleo operacional formal. Isso reforça a tese central: influência narrativa e poder de execução são dimensões distintas.
Poder × influência: não são a mesma coisa
Capazes de converter agenda em ação
Órgãos com mandato de investigação, fiscalização, regulação ou coordenação e presença forte na rede formal.
*ENCCLA funciona como plataforma de coordenação, não como órgão sancionador.
Gatekeepers operacionais
Podem alterar risco, custo ou continuidade sem dominar o debate público.
Validadores e amplificadores
Produzem evidência, enquadram casos e aumentam saliência — mas não substituem decisão institucional.
Pontes com o setor privado
Traduzem medidas públicas em padrões de mercado, controles internos, dados e autorregulação.
Cinco achados que mudam a decisão
A “economia do crime” deixou de ser apenas hipótese analítica
Evidência: as ações ENCCLA 2026 incluem setor imobiliário, combustíveis, arranjos e instituições de pagamento, beneficiário final, comércio exterior e recuperação de ativos. Operações recentes combinaram fiscalização tributária, investigação, regulação e medidas patrimoniais.
Evidência forteA ENCCLA é o lugar onde arenas diferentes encontram linguagem comum
Evidência: no linkset, a ENCCLA conecta diretamente instituições de segurança, Justiça, inteligência financeira, fiscalização, regulação e controle. A própria agenda oficial de 2026 é construída de forma multiorganizacional.
Rede formal + fonte institucionalBeneficiário final e meios de pagamento viraram fronteira de controle
Evidência: ENCCLA prioriza transparência societária e investigação patrimonial em arranjos de pagamento; o Banco Central reforçou regras de PLDFT para ativos virtuais com vigência em 1º de outubro de 2026.
Evidência forteCombustíveis funcionam como stress test da nova arquitetura de enforcement
Evidência: Bomba Oculta, Crédito Oculto e Unha e Carne ilustram ações envolvendo Receita, fiscos estaduais, ANP, PGFN/PGE, polícias, GAECO e inteligência financeira. O foco vai de CNPJs e autorizações a fundos, fintechs, holdings e beneficiários econômicos.
Evidência forteO segundo turno muda prioridade e velocidade; não cria a infraestrutura do zero
Evidência: o primeiro turno ocorreu em 4 de outubro e o eventual segundo turno está previsto para 25 de outubro. Ao mesmo tempo, marcos legais, operações e ações interinstitucionais já estão em curso em 2026.
Leitura institucionalQuatro cadeias com exposição diferenciada
Combustíveis
É a arena com evidência recente mais concreta de integração entre crime organizado, fraude fiscal, lavagem, estrutura societária e regulação de cadeia.
Finanças, fintechs & ativos virtuais
Concentra meios de pagamento, transações, contas de passagem, criptoativos, KYC/AML e supervisão prudencial.
Imobiliário & construção
Ação ENCCLA específica sobre inserção de organizações criminosas e vínculos formais entre Coaf, Cofeci, Secovi e ABRAINC tornam titularidade e registros uma frente relevante de prevenção.
Logística, portos & aeroportos
O mapa contém associações, autoridades portuárias e infraestrutura de transporte, mas a integração formal é mais fragmentada. A exposição precisa ser testada por corredor, operação e tipo de carga.
O que o segundo turno muda neste mapa?
O relatório não compara candidatos nem projeta resultado. A eleição é tratada como uma janela de aceleração institucional. O que deve ser observado é qual parte da agenda consegue sobreviver à campanha e entrar na máquina de governo, no Congresso e nos primeiros 100 dias.
A agenda sai da fase de amplitude eleitoral e entra em maior concentração narrativa. Para empresas, isso aumenta a importância de separar retórica de propostas executáveis.
Monitorar compromissos sobre integração de dados, inteligência financeira, recuperação de ativos, segurança federativa, setores prioritários e capacidades de fiscalização.
O resultado define equipe e direção política, mas órgãos de controle, inteligência, Justiça e regulação preservam parte relevante de sua capacidade institucional.
O teste real será orçamento, nomeações, coordenação federativa, implementação do marco legal, agenda ENCCLA e prioridade conferida a cadeias econômicas específicas.
Plano de ação para empresas
Descobrir onde o risco entra
- Mapear entidades legais, fornecedores, distribuidores e parceiros críticos.
- Identificar beneficiários finais e estruturas societárias sensíveis.
- Classificar exposição por setor, geografia, pagamento e ativo.
- Definir gatilhos que exigem escalada para Jurídico/Compliance/Board.
Testar KYC, AML e terceiros
- Revisar onboarding e atualização cadastral.
- Testar rastreabilidade de pagamentos e titularidade.
- Revisar due diligence de M&A, procurement e intermediários.
- Validar retenção de dados e capacidade de resposta a autoridades.
Simular enforcement
- Exercício de mesa com bloqueio, investigação ou crise reputacional.
- Playbook integrado entre Jurídico, Compliance, Segurança, Tesouraria e Comunicação.
- Revisar seguros e cláusulas de terceiros.
- Participar de fóruns técnicos via canais setoriais apropriados.
Institucionalizar o radar
- Painel mensal de sinais regulatórios e operações relevantes.
- KPIs de exposição a terceiros e beneficiário final.
- Atualização periódica do mapa de stakeholders.
- Relato executivo ao comitê de risco / conselho.
Radar entre o segundo turno e o início de 2027
Operações multiorganizacionais
PF, MP/GAECO, Receita, fiscos, reguladores e recuperação de ativos atuando juntos em uma cadeia específica.
ENCCLA 2026
Entregas sobre imóveis, combustíveis, pagamentos, beneficiário final, comércio exterior e recuperação patrimonial.
BCB / pagamentos / cripto
Regras de PLDFT, supervisão, compartilhamento de dados e exigências sobre entidades não autorizadas.
Congresso e comissões
Projetos e prioridades sobre crime organizado, lavagem, confisco, segurança pública e responsabilização econômica.
Setores que migram para o radar
Sinais de que novos mercados passam a ser tratados como vetores de lavagem, infiltração ou ocultação patrimonial.
Casos que cruzam arenas
Quando uma investigação policial passa a gerar autuação fiscal, bloqueio, regulação, mudança cadastral ou nova obrigação setorial.
Avaliação das hipóteses
| Hipótese | Status | Leitura |
|---|---|---|
| O combate ao crime organizado se desloca de violência/policiamento para a economia do crime. | Fortemente sustentada | Agenda ENCCLA 2026 e operações recentes colocam lavagem, patrimônio, pagamentos, beneficiário final e cadeias produtivas no centro. |
| Visibilidade pública é diferente de poder operacional. | Sustentada | A rede formal concentra conexões em órgãos de coordenação, inteligência, fiscalização e Justiça; mídia e atores altamente visíveis operam em circuitos diferentes. |
| A exposição é assimétrica por setor. | Parcialmente confirmada | Combustíveis têm evidência mais forte; finanças/pagamentos e imobiliário ganham suporte institucional; logística exige validação mais granular por corredor e operação. |
| Coalizões público-privadas ganham peso na prevenção. | Em consolidação | ENCCLA e reguladores já incorporam associações privadas em algumas ações, mas intensidade e formato variam por setor. |
Ranking completo
200 stakeholders · abrir ranking pesquisável
O score é uma ferramenta de priorização relativa dentro desta base. Não representa, isoladamente, poder formal, reputação, centralidade da rede ou probabilidade de acesso.
| # | Stakeholder | Tipo | Prioridade | Score |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Banco Central do Brasil | Governo / órgão público | Alta | 98 |
| 2 | Ministério da Fazenda | Governo / órgão público | Alta | 97 |
| 3 | Polícia Federal | Organização | Crítica | 95 |
| 4 | Receita Federal do Brasil | Governo / órgão público | Alta | 95 |
| 5 | Procuradoria-Geral da República (PGR) | Órgão público | Alta | 95 |
| 6 | Conselho Nacional de Justiça (CNJ) | Órgão público | Alta | 94 |
| 7 | Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) | Órgão governamental | Alta | 94 |
| 8 | Ministério da Justiça e Segurança Pública | Governo / órgão público | Alta | 94 |
| 9 | Hugo Motta | Político/a | Alta | 94 |
| 10 | Ricardo Lewandowski | Funcionário/a público/a | Alta | 94 |
| 11 | Valdecy Urquiza | Funcionário/a público/a / especialista técnico/a | Alta | 94 |
| 12 | Câmara dos Deputados | Governo / órgão público | Alta | 93 |
| 13 | Senado Federal | Governo / órgão público | Alta | 93 |
| 14 | Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) | Governo / órgão público | Alta | 93 |
| 15 | Ricardo Liáo | Funcionário/a público/a | Alta | 93 |
| 16 | Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) | Governo / órgão público | Alta | 92 |
| 17 | Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA) | Governo / órgão público | Alta | 92 |
| 18 | Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) | Governo / órgão público | Alta | 92 |
| 19 | Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) | Governo / órgão público | Alta | 92 |
| 20 | Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (GAECO-SP) | Governo / órgão público | Alta | 92 |
| 21 | Grupo de Acción Financiera de Latinoamérica (GAFILAT) | Organismo multilateral | Alta | 92 |
| 22 | Mário Luiz Sarrubbo | Funcionário/a público/a | Alta | 92 |
| 23 | Federação Brasileira de Bancos (Febraban) | Associação empresarial | Alta | 91 |
| 24 | Andrei Augusto Passos Rodrigues | Funcionário público / especialista técnico | Alta | 91 |
| 25 | Ministério Público Federal (MPF) | Governo / órgão público | Alta | 91 |
| 26 | Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) | Governo / órgão público | Alta | 91 |
| 27 | Financial Action Task Force (FATF/GAFI) | Organismo multilateral | Alta | 91 |
| 28 | Comissão de Segurança Pública do Senado Federal (CSP) | Órgão legislativo | Alta | 91 |
| 29 | Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) | ONG/Think Tank | Alta | 90 |
| 30 | Davi Alcolumbre | Político | Alta | 90 |
| 31 | Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) | Empresa pública / tecnologia | Alta | 90 |
| 32 | Controladoria-Geral da União (CGU) | Governo / órgão público | Alta | 90 |
| 33 | Autoridade Portuária de Santos (APS) | Empresa pública / autoridade portuária | Alta | 90 |
| 34 | Robinson Barreirinhas | Funcionário público | Alta | 90 |
| 35 | Confederação Nacional da Indústria (CNI) | Associação empresarial | Alta | 89 |
| 36 | B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão | Empresa / infraestrutura de mercado | Alta | 89 |
| 37 | Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) | Associação empresarial | Alta | 88 |
| 38 | Renato Sérgio de Lima | Pesquisador / docente | Alta | 88 |
| 39 | Tarcísio Gomes de Freitas | Político | Alta | 88 |
| 40 | Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) | Instituto / Fundação | Alta | 88 |
| 41 | Lincoln Gakiya | Funcionário/a público/a | Alta | 88 |
| 42 | Vladimir Aras | Especialista técnico/a | Alta | 88 |
| 43 | Flávio Dino de Castro e Costa | Político/a | Alta | 88 |
| 44 | Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) | Rede institucional de Ministério Público | Alta | 88 |
| 45 | Gabriel Muricca Galípolo | Funcionário/a público/a | Alta | 88 |
| 46 | Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) | Governo / órgão público | Alta | 88 |
| 47 | Jorge Rodrigo Araújo Messias | Funcionário público | Alta | 88 |
| 48 | Paulo Gustavo Gonet Branco | Funcionário/a público/a | Alta | 87 |
| 49 | Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) | Organismo multilateral | Alta | 87 |
| 50 | Superior Tribunal de Justiça (STJ) | Governo / órgão público | Alta | 87 |
| 51 | Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (CNPG) | Associação institucional | Alta | 87 |
| 52 | Instituto Combustível Legal (ICL) | Associação empresarial | Alta | 87 |
| 53 | Zetta | Associação empresarial | Alta | 87 |
| 54 | United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) – Escritório de Ligação e Parceria no Brasil | Organismo multilateral | Média | 87 |
| 55 | Polícia Rodoviária Federal (PRF) | Governo / órgão público | Alta | 87 |
| 56 | Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional) | Associação profissional | Alta | 87 |
| 57 | Grupo Egmont de Unidades de Inteligência Financeira (Egmont Group) | organismo internacional | Média | 87 |
| 58 | Universidade de São Paulo (USP) | Universidade / instituição educacional | Alta | 86 |
| 59 | Valor Econômico | Mídia / portal | Alta | 86 |
| 60 | Associação Brasileira de Bancos (ABBC) | Associação empresarial | Média | 86 |
| 61 | Agência Brasileira de Inteligência (Abin) | Governo / órgão público | Alta | 86 |
| 62 | Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) | Governo / órgão público | Alta | 86 |
| 63 | Cláudio Castro | Político | Alta | 86 |
| 64 | Supremo Tribunal Federal (STF) | Órgão público / tribunal superior | Alta | 86 |
| 65 | Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) | Governo / órgão público | Alta | 86 |
| 66 | Comissão de Valores Mobiliários (CVM) | Agência reguladora | Alta | 85 |
| 67 | Tribunal de Contas da União (TCU) | Governo / órgão público | Alta | 85 |
| 68 | Advocacia-Geral da União (AGU) | Governo / órgão público | Média | 85 |
| 69 | Pietro Adamo Sampaio Mendes | Funcionário/a público/a | Alta | 85 |
| 70 | Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB) | Associação empresarial | Alta | 85 |
| 71 | Ronaldo Lemos | Pesquisador/a / docente | Alta | 84 |
| 72 | Bruno Dantas | Funcionário/a público/a | Alta | 84 |
| 73 | Insper | Universidade / instituição educacional | Média-alta | 84 |
| 74 | Instituto Igarapé | Centro de pesquisa / think tank | Alta | 84 |
| 75 | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | Universidade / instituição educacional | Alta | 84 |
| 76 | Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) | Associação empresarial | Alta | 84 |
| 77 | Caixa Econômica Federal | Empresa | Alta | 84 |
| 78 | Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) | Associação empresarial | Alta | 84 |
| 79 | Superintendência de Seguros Privados (Susep) | Agência reguladora | Alta | 84 |
| 80 | Guilherme Derrite | Político / funcionário público | Alta | 84 |
| 81 | Serasa Experian | Empresa | Alta | 84 |
| 82 | Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) | Associação institucional | Alta | 84 |
| 83 | FGV Direito SP | Universidade / instituição educacional | Alta | 84 |
| 84 | Edson Fachin | Funcionário público / ministro do STF | Alta | 84 |
| 85 | Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) | Agência reguladora / órgão público | Alta | 84 |
| 86 | Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) | Agência reguladora | Alta | 84 |
| 87 | Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) | Associação empresarial | Alta | 84 |
| 88 | Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) | Associação institucional | Alta | 84 |
| 89 | Secovi-SP | Associação empresarial | Alta | 84 |
| 90 | Sergio Fernando Moro | Político/a | Alta | 84 |
| 91 | FGV EAESP – Escola de Administração de Empresas de São Paulo | Universidade / instituição educacional | Média | 84 |
| 92 | INTERPOL – Escritório Central Nacional Brasil | Organismo multilateral | Média | 84 |
| 93 | João Pedro Barroso do Nascimento | Funcionário/a público/a | Alta | 84 |
| 94 | Nubank | Empresa / fintech | Alta prioridade | 83 |
| 95 | Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social | ONG / OSC | Alta | 83 |
| 96 | StoneCo | Empresa | Alta | 83 |
| 97 | Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) | Associação empresarial | Alta | 83 |
| 98 | Conselho da Justiça Federal (CJF) | Governo / órgão público | Alta | 83 |
| 99 | Global Initiative Against Transnational Organized Crime (GI-TOC) | centro de pesquisa / think tank | Média | 83 |
| 100 | Global Legal Entity Identifier Foundation (GLEIF) | Organização internacional / infraestrutura de dados | Média | 83 |
| 101 | Marcelo Navarro Ribeiro Dantas | Funcionário público/a | Alta | 83 |
| 102 | Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) | Órgão público | Alta | 82 |
| 103 | Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) | Agência reguladora | Crítica | 82 |
| 104 | Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) | Centro de pesquisa / think tank | Alta | 82 |
| 105 | Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) | Associação empresarial | Média | 82 |
| 106 | Bernard Appy | Especialista técnico/a | Alta | 82 |
| 107 | Ilona Szabó de Carvalho | Pesquisadora / especialista técnica | Alta | 82 |
| 108 | Rogério Schietti Cruz | Funcionário público / magistrado | Alta | 82 |
| 109 | Mercado Pago | Empresa de pagamentos | Alta | 82 |
| 110 | Conselho Federal de Contabilidade (CFC) | Entidade profissional | Alta | 82 |
| 111 | Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) | Associação empresarial | Alta | 82 |
| 112 | Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT) | Rede institucional | Alta | 82 |
| 113 | Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) | Associação empresarial | Alta | 82 |
| 114 | Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio (Abracam) | Associação empresarial | Alta | 82 |
| 115 | Secretaria do Tesouro Nacional (STN) | Governo / órgão público | Média | 82 |
| 116 | Basel Institute on Governance | organismo multilateral | Média | 82 |
| 117 | Wolfsberg Group | associação setorial internacional | Média | 82 |
| 118 | Bruno Paes Manso | Jornalista / pesquisador / colunista | Muito alta | 81 |
| 119 | Portos do Brasil | Governo / órgão público | Alta | 81 |
| 120 | Open Finance Brasil | Plataforma institucional | Média | 81 |
| 121 | Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR) | Organização setorial | Alta | 81 |
| 122 | Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) | Associação profissional | Alta | 81 |
| 123 | Instituto Sou da Paz | Organização da sociedade civil | Alta | 80 |
| 124 | Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) | Instituição científica | Média | 80 |
| 125 | Raízen | Organização | Alta | 80 |
| 126 | Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) | Agência reguladora | Crítica | 80 |
| 127 | Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) | Agência reguladora | Alta | 80 |
| 128 | Confederação Nacional do Transporte (CNT) | Associação empresarial / entidade setorial | Alta | 80 |
| 129 | Malu Gaspar | Jornalista / colunista | Alta | 80 |
| 130 | Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) | Associação empresarial / instituto | Alta | 80 |
| 131 | Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) | Associação empresarial | Alta | 80 |
| 132 | Fábio Ramazzini Bechara | Funcionário público / especialista técnico | Alta | 80 |
| 133 | Vibra Energia | Empresa | Alta | 80 |
| 134 | Associação Brasileira das Instituições de Pagamentos (ABIPAG) | Associação empresarial | Alta | 80 |
| 135 | Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) | Associação empresarial | Alta | 80 |
| 136 | Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) | Governo / órgão público | Alta | 80 |
| 137 | Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) | Empresa pública | Média | 80 |
| 138 | Antônio Augusto Anastasia | Funcionário público | Alta | 80 |
| 139 | José Antonio Dias Toffoli | Funcionário público | Alta | 80 |
| 140 | Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci) | Associação / rede institucional | Média | 80 |
| 141 | Senador Alessandro Vieira | Político/a | Alta | 80 |
| 142 | Rogério Ceron de Oliveira | Funcionário público | Média | 80 |
| 143 | GRU Airport | Empresa | Média | 80 |
| 144 | Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) | Centro de pesquisa / think tank | Média | 80 |
| 145 | Samira Bueno | Pesquisadora / docente | Alta | 79 |
| 146 | Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) | Associação empresarial | Alta | 79 |
| 147 | Antônio Saldanha Palheiro | Funcionário público / magistrado | Alta | 79 |
| 148 | Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) | Empresa de infraestrutura financeira | Alta | 79 |
| 149 | RIOgaleão | Empresa | Média | 79 |
| 150 | Conexis Brasil Digital | Associação empresarial | Alta | 78 |
| 151 | Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) | Associação profissional | Alta | 78 |
| 152 | Pierpaolo Cruz Bottini | Pesquisador/a / docente | Média | 78 |
| 153 | Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) | Associação profissional | Média | 78 |
| 154 | Transparência Internacional - Brasil | ONG / OSC | Média | 78 |
| 155 | Marcelo Batlouni Mendroni | Especialista técnico/a | Alta | 78 |
| 156 | Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) | Governo / órgão público | Média | 78 |
| 157 | Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin | Funcionário público/a | Média | 78 |
| 158 | Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) | Governo / órgão público | Média | 78 |
| 159 | Daniel Ricardo de Castro Cerqueira | Pesquisador / docente | Alta | 77 |
| 160 | Roberto Livianu | Especialista técnico/a | Média | 77 |
| 161 | Andrey Borges de Mendonça | Especialista técnico/a | Alta | 77 |
| 162 | André Luiz de Almeida Mendonça | funcionário público | Alta | 77 |
| 163 | Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) | Associação empresarial | Alta | 76 |
| 164 | Fausto Macedo | Jornalista / colunista | Alta | 76 |
| 165 | Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) | Associação empresarial | Média | 76 |
| 166 | Gabriel de Santis Feltran | Pesquisador / docente | Alta | 76 |
| 167 | Associação Brasileira de Logística (ABRALOG) | Associação empresarial | Alta | 76 |
| 168 | Associação Brasileira de Internet (Abranet) | Associação empresarial | Média | 76 |
| 169 | Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) | Associação empresarial | Alta | 76 |
| 170 | Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) | Governo / órgão público | Média | 76 |
| 171 | Polícia Civil do Paraná (PCPR) | Governo / órgão público | Média | 76 |
| 172 | Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) | Associação profissional | Média | 76 |
| 173 | IDwall | Empresa | Média | 76 |
| 174 | Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) | Conselho profissional | Média | 76 |
| 175 | Associação Brasileira de Auditoria Interna (IIA Brasil) | Associação profissional | Média | 76 |
| 176 | Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf) | Associação institucional | Média | 76 |
| 177 | Rodrigo Otavio Soares Pacheco | Político/a | Média | 76 |
| 178 | Folha de S.Paulo | Mídia / portal | Média-alta | 75 |
| 179 | Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg) | Associação empresarial | Alta | 75 |
| 180 | Leandro Piquet Carneiro | Pesquisador / docente | Alta | 75 |
| 181 | Rafael Alcadipani | Pesquisador / docente | Alta | 75 |
| 182 | Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (IBRAC) | Centro de pesquisa / think tank | Média | 75 |
| 183 | Guilherme France | Especialista técnico/a | Média | 75 |
| 184 | Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) | Órgão Público | Média | 73 |
| 185 | Marcelo Godoy | Jornalista / colunista | Alta | 73 |
| 186 | Luiz Flávio Sapori | Pesquisador / docente | Alta | 73 |
| 187 | Renato de Mello Jorge Silveira | Pesquisador / docente | Média | 73 |
| 188 | Cristiano Zanin Martins | funcionário público | Média | 73 |
| 189 | Cármen Lúcia Antunes Rocha | funcionária pública | Média | 73 |
| 190 | Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) | Organização da sociedade civil | Média | 72 |
| 191 | Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo | Pesquisador / docente | Alta | 72 |
| 192 | Arthur Trindade Maranhão Costa | Pesquisador / docente | Alta | 72 |
| 193 | Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) | Órgão público / instância administrativa | Média | 72 |
| 194 | Associação Brasileira de Compliance (ABRAC) | Associação empresarial | Média | 72 |
| 195 | Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) | Centro de pesquisa / think tank | Média | 72 |
| 196 | Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) | ONG / OSC | Média | 72 |
| 197 | Edilson Vitorelli | Pesquisador/a / docente | Média | 71 |
| 198 | Thiago Bottino | Pesquisador/a / docente | Média | 70 |
| 199 | José Vicente Tavares dos Santos | Pesquisador / docente | Alta | 69 |
| 200 | Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP) | Centro de pesquisa / think tank | Média | 68 |
Metodologia e limites
Base e rede
- 200 stakeholders no ranking exportado — esta versão corrige a contagem de 204 do reporte automático.
- 174 atores e 178 relações formais no linkset; 18 componentes e 101 atores no maior bloco conectado.
- Relações formais representam trabalho, afiliação, parceria ou colaboração documentada; não equivalem a amizade, alinhamento político ou coordenação ilícita.
- O mapa formal complementa presença digital e relevância temática.
Rigor analítico
- Score ≠ poder político ou centralidade de rede.
- Presença digital ≠ influência ou reputação.
- Setor citado ≠ envolvimento em irregularidade.
- Empresa ou associação no mapa ≠ suspeita de crime.
- Campos descritivos de enriquecimento foram usados apenas como sinais auxiliares; a leitura final prioriza identidade do ator, vínculo formal, função institucional e fontes públicas verificáveis.
Fontes e referências utilizadas
- MJSP / ENCCLA — Ações de 2026
- MJSP — Painel de Acompanhamento das Ações ENCCLA
- Receita Federal — Operação Crédito Oculto, 24/09/2026
- Receita Federal — Operação Bomba Oculta, 28/08/2026
- Polícia Federal — Operação Unha e Carne, 07/07/2026
- Receita Federal — Operação Fratres, 28/09/2026
- Banco Central — ajustes em ativos virtuais e PLDFT, vigência em 01/10/2026
- Câmara — Lei nº 15.358/2026, Marco Legal do Combate ao Crime Organizado
- TSE — calendário das Eleições 2026
Conclusão
A principal conclusão deste mapeamento é que crime organizado não chega às empresas apenas pela violência ou pela reputação. Ele chega quando investigação, inteligência financeira, fiscalização, regulação e dados se conectam a cadeias econômicas lícitas. A rede formal revela onde essa conexão já existe; os sinais recentes mostram que parte dela já está sendo operacionalizada.
Entre o primeiro e o segundo turno, a pergunta relevante para empresas não é “qual narrativa vencerá?”, mas quais mecanismos de controle já têm estrutura para sobreviver ao ciclo eleitoral e se transformar em obrigações, custos, bloqueios, diligência e novas expectativas de governança.