Reporte executivoTema: Crime organizado e risco empresarialObservatório Eleições 2026
Observatório Eleições 2026 · entre o 1º e o 2º turno

Crime organizado: quem transforma a agenda em fiscalização, bloqueios e risco empresarial?

Uma leitura da arquitetura de influência que conecta segurança pública, inteligência financeira, fiscalização tributária, Justiça, reguladores e setores privados — com foco em quem consegue converter casos e narrativas em controles, sanções, rastreabilidade e novas obrigações empresariais.

Tese executiva. A segurança pública já ultrapassa a esfera policial e se consolida como agenda de risco empresarial: a economia do crime tornou-se um eixo operacional de enforcement. O segundo turno pode alterar prioridade, velocidade e desenho político; mas parte relevante da infraestrutura de combate — ENCCLA, Coaf, Receita, Banco Central, Ministério Público, Polícia Federal e reguladores setoriais — já opera antes do resultado eleitoral.
200stakeholders no ranking exportado
174atores presentes no linkset de vínculos formais
178vínculos formais documentados
25 out.segundo turno previsto no calendário eleitoral
Stakeholders Mapper

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Resumo executivo

O que importa para empresas agora

O centro de gravidade deste mapa não é quem fala mais sobre crime organizado, mas quem consegue mover o issue entre investigação, inteligência financeira, fiscalização, regulação e cadeia econômica. A rede formal capturada mostra uma malha institucional em que ENCCLA, Ministério da Justiça, Coaf, Receita Federal, Banco Central, Ministério Público e Polícia Federal conectam arenas que normalmente seriam analisadas separadamente.

Isso muda a leitura empresarial. Combustíveis, pagamentos/fintechs, mercado imobiliário e logística não aparecem apenas como setores “expostos”: eles são pontos onde beneficiário final, rastreabilidade, transações, cadastros, licenças, ativos e terceiros podem virar instrumentos de prevenção e enforcement.

A leitura mais importante

A agenda que tende a sobreviver ao ciclo eleitoral é a que já dispõe de instituições, dados, instrumentos legais e coordenação interagências. Para empresas, o risco relevante não é prever quem vencerá a eleição, mas identificar quais mecanismos de controle já estão sendo institucionalizados e onde podem alcançar operações, fornecedores, M&A, pagamentos e estrutura societária.
Poder operacional > visibilidadeAML / KYC / beneficiário finalRecuperação de ativosCadeias econômicas expostasCoordenação público-privada

Onde se concentra o risco empresarial

Exposição ampla → mecanismos de enforcement

O mapa mostra duas camadas complementares de exposição empresarial. A primeira reúne riscos amplos ligados a continuidade operacional, fraude, segurança, reputação e cadeias críticas. A segunda mostra onde esses riscos ganham capacidade concreta de enforcement por meio de inteligência financeira, fiscalização, regulação, investigação e recuperação de ativos.

Exposição empresarial

Segurança como risco empresarial amplo

  • Logística e continuidade operacional.
  • Seguros e transferência de risco.
  • Cibersegurança e fraude.
  • Think tanks, mídia e disputa entre prevenção e endurecimento penal.
  • Combustíveis como setor sensível, ainda entre várias frentes.
→
Núcleo operacional

Economia do crime como arquitetura de enforcement

  • Inteligência financeira, Receita, Coaf, BCB e recuperação de ativos ganham centralidade.
  • Beneficiário final, pagamentos e estruturas societárias passam ao núcleo do risco.
  • Combustíveis se torna o caso mais concreto de integração entre fiscalização, regulação e investigação.
  • A rede formal revela quem conecta as arenas institucionais e econômicas.

Importante: esta leitura não é atribuída ao resultado eleitoral. Ela decorre da combinação entre o recorte analítico, os vínculos formais disponíveis e sinais institucionais recentes.

Como um caso vira obrigação empresarial

Da ocorrência à institucionalização
1 · Caso / investigaçãoPF · MP · GAECO · polícias · imprensa investigativa
2 · Sinal financeiro / fiscalCoaf · Receita · BCB · CVM · fiscos · Serpro
3 · Medida operacionalbloqueio de ativos · inaptidão cadastral · fiscalização · recuperação patrimonial
4 · Regra / padrãoENCCLA · reguladores · Congresso · Justiça · associações
5 · Controle corporativoKYC · AML · beneficiário final · terceiros · M&A · procurement · rastreabilidade

O valor do mapa está em identificar os atores que transportam o tema entre essas etapas. Uma operação isolada vira risco empresarial estrutural quando encontra dados, coordenação e instrumentos que permitem repetir o enforcement.

As oito arenas do mapa

Aderência integral ao scope
1

Decisão & coordenação

MJSP, Senasp, PF, PRF e estruturas nacionais/estaduais que coordenam política e operação.

2

Inteligência financeira

Coaf, BCB, Receita, CVM, sistema financeiro, fintechs, pagamentos e fluxos suspeitos.

3

Justiça & enforcement

MPF, MPs estaduais, GAECOs, CNMP, Judiciário e recuperação de ativos.

4

Congresso & normas

Câmara, Senado e comissões que podem transformar diagnóstico em lei, orçamento ou competência.

5

Cadeias expostas

Combustíveis, finanças, imobiliário, construção, logística, portos, aeroportos e outros elos com evidência.

6

Empresas & associações

Febraban, ICL, Sindicom, Secovi, ABRAINC, transportes e outras pontes entre governo e setor privado.

7

Conhecimento & validação

FBSP, Igarapé, universidades, UNODC e especialistas que qualificam ou tensionam propostas.

8

Mídia & agenda

Veículos e jornalistas que tornam casos visíveis e podem acelerar resposta pública — sem equivaler a poder formal.

O que a rede de vínculos formais revela

Quem conecta as arenas
174atores no linkset formal
178relações institucionais documentadas
18componentes formais — o sistema não é uma única rede homogênea
101atores no principal bloco conectado
Mapa de vínculos formais do projeto Crime organizado e segundo turno
Mapa de vínculos formais capturado no módulo Network do Stakeholders Mapper. Ele mostra relações institucionais documentadas — trabalho, afiliação, parceria e colaboração — e complementa, sem substituir, presença digital, relevância temática e formação de agenda. A posição periférica não implica baixa influência geral; indica menor integração no conjunto de vínculos formais capturado. Para navegar na rede dinâmica, acesse o projeto completo no módulo Network →
Leitura 1

ENCCLA é a principal ponte institucional do mapa formal

Na rede capturada, a ENCCLA conecta MJSP, Coaf, Receita, PF, MPF, CGU, TCU, BCB, CVM, Susep, AGU e órgãos da Justiça. Seu valor não é “popularidade”: é capacidade de aproximar arenas que precisam operar juntas.

Leitura 2

Existem dois núcleos operacionais que se interligam

O eixo Justiça/segurança (MJSP, PF, MPF, CNMP, tribunais) e o eixo financeiro/fiscal (Fazenda, Receita, BCB, Coaf, CVM) aparecem conectados por plataformas de coordenação. É nessa passagem que crime organizado vira risco econômico.

Leitura 3

O setor privado entra por gateways específicos

Febraban, ABBC, ABCripto e Abracam se conectam ao BCB; Cofeci/Secovi/ABRAINC estruturam o circuito imobiliário; ANP, Sindicom, ICL e empresas do setor formam o circuito de combustíveis. Isso sugere estratégias de compliance diferentes por cadeia.

Leitura 4

Visibilidade pública e integração operacional não coincidem

Mídia, parte da academia e vários atores políticos têm alta capacidade de agenda, mas aparecem menos integrados ao núcleo operacional formal. Isso reforça a tese central: influência narrativa e poder de execução são dimensões distintas.

Poder × influência: não são a mesma coisa

Leitura executiva de funções
Alto poder formal · Alta integração institucional

Capazes de converter agenda em ação

Órgãos com mandato de investigação, fiscalização, regulação ou coordenação e presença forte na rede formal.

MJSP · PF · Receita Federal · BCB · Coaf · MPF · Ministério da Fazenda · ENCCLA*

*ENCCLA funciona como plataforma de coordenação, não como órgão sancionador.

Alto poder formal · Menor visibilidade pública relativa

Gatekeepers operacionais

Podem alterar risco, custo ou continuidade sem dominar o debate público.

PGFN · DRCI · CARF · CVM · CGU · Serpro · GAECOs · reguladores setoriais
Alta influência pública · Poder formal limitado

Validadores e amplificadores

Produzem evidência, enquadram casos e aumentam saliência — mas não substituem decisão institucional.

FBSP · Igarapé · Sou da Paz · universidades · mídia · jornalistas
Influência setorial · Acesso a implementação

Pontes com o setor privado

Traduzem medidas públicas em padrões de mercado, controles internos, dados e autorregulação.

Febraban · ICL/Sindicom · associações de pagamentos · Secovi/ABRAINC · CNT/ABOL/ABRALOG · portos

Cinco achados que mudam a decisão

Evidência → por que importa → ação
1

A “economia do crime” deixou de ser apenas hipótese analítica

Evidência: as ações ENCCLA 2026 incluem setor imobiliário, combustíveis, arranjos e instituições de pagamento, beneficiário final, comércio exterior e recuperação de ativos. Operações recentes combinaram fiscalização tributária, investigação, regulação e medidas patrimoniais.

Evidência forte
Implicação empresarial: controles de terceiros, propriedade efetiva, fluxos de pagamento e rastreabilidade precisam ser tratados como parte de segurança corporativa, não só como compliance formal.
2

A ENCCLA é o lugar onde arenas diferentes encontram linguagem comum

Evidência: no linkset, a ENCCLA conecta diretamente instituições de segurança, Justiça, inteligência financeira, fiscalização, regulação e controle. A própria agenda oficial de 2026 é construída de forma multiorganizacional.

Rede formal + fonte institucional
Implicação: sinais provenientes da ENCCLA ajudam a antecipar quais problemas podem deixar de ser “casos” e virar padrões replicáveis de fiscalização.
3

Beneficiário final e meios de pagamento viraram fronteira de controle

Evidência: ENCCLA prioriza transparência societária e investigação patrimonial em arranjos de pagamento; o Banco Central reforçou regras de PLDFT para ativos virtuais com vigência em 1º de outubro de 2026.

Evidência forte
Implicação: fintechs, instituições financeiras e empresas que dependem de ecossistemas de pagamentos precisam revisar onboarding, contrapartes, dados de titularidade e monitoramento de transações.
4

Combustíveis funcionam como stress test da nova arquitetura de enforcement

Evidência: Bomba Oculta, Crédito Oculto e Unha e Carne ilustram ações envolvendo Receita, fiscos estaduais, ANP, PGFN/PGE, polícias, GAECO e inteligência financeira. O foco vai de CNPJs e autorizações a fundos, fintechs, holdings e beneficiários econômicos.

Evidência forte
Implicação: outros setores regulados devem observar menos o caso específico e mais o mecanismo: integração cadastral + fluxo financeiro + regulação + patrimônio + cadeia.
5

O segundo turno muda prioridade e velocidade; não cria a infraestrutura do zero

Evidência: o primeiro turno ocorreu em 4 de outubro e o eventual segundo turno está previsto para 25 de outubro. Ao mesmo tempo, marcos legais, operações e ações interinstitucionais já estão em curso em 2026.

Leitura institucional
Implicação: monitorar programas e composição política é necessário, mas empresas não devem esperar a posse de 2027 para revisar exposição e controles.

Quatro cadeias com exposição diferenciada

Testar, não presumir

Combustíveis

É a arena com evidência recente mais concreta de integração entre crime organizado, fraude fiscal, lavagem, estrutura societária e regulação de cadeia.

CNPJ / licençascadeia de distribuiçãobeneficiário finalfundos / holdings

Finanças, fintechs & ativos virtuais

Concentra meios de pagamento, transações, contas de passagem, criptoativos, KYC/AML e supervisão prudencial.

onboardingPLDFTcontrapartesmonitoramento transacional

Imobiliário & construção

Ação ENCCLA específica sobre inserção de organizações criminosas e vínculos formais entre Coaf, Cofeci, Secovi e ABRAINC tornam titularidade e registros uma frente relevante de prevenção.

propriedade efetivafundos imobiliáriosregistroM&A / SPEs

Logística, portos & aeroportos

O mapa contém associações, autoridades portuárias e infraestrutura de transporte, mas a integração formal é mais fragmentada. A exposição precisa ser testada por corredor, operação e tipo de carga.

terceirosrotascontroles de acessocomércio exterior

O que o segundo turno muda neste mapa?

Sem previsão eleitoral

O relatório não compara candidatos nem projeta resultado. A eleição é tratada como uma janela de aceleração institucional. O que deve ser observado é qual parte da agenda consegue sobreviver à campanha e entrar na máquina de governo, no Congresso e nos primeiros 100 dias.

4 out. · 1º turno

A agenda sai da fase de amplitude eleitoral e entra em maior concentração narrativa. Para empresas, isso aumenta a importância de separar retórica de propostas executáveis.

5–25 out. · entre turnos

Monitorar compromissos sobre integração de dados, inteligência financeira, recuperação de ativos, segurança federativa, setores prioritários e capacidades de fiscalização.

25 out. · 2º turno

O resultado define equipe e direção política, mas órgãos de controle, inteligência, Justiça e regulação preservam parte relevante de sua capacidade institucional.

2027 · 100 primeiros dias

O teste real será orçamento, nomeações, coordenação federativa, implementação do marco legal, agenda ENCCLA e prioridade conferida a cadeias econômicas específicas.

Plano de ação para empresas

Preparar antes de reagir
0–30 dias · Exposição

Descobrir onde o risco entra

  • Mapear entidades legais, fornecedores, distribuidores e parceiros críticos.
  • Identificar beneficiários finais e estruturas societárias sensíveis.
  • Classificar exposição por setor, geografia, pagamento e ativo.
  • Definir gatilhos que exigem escalada para Jurídico/Compliance/Board.
31–60 dias · Controles

Testar KYC, AML e terceiros

  • Revisar onboarding e atualização cadastral.
  • Testar rastreabilidade de pagamentos e titularidade.
  • Revisar due diligence de M&A, procurement e intermediários.
  • Validar retenção de dados e capacidade de resposta a autoridades.
61–100 dias · Cenários

Simular enforcement

  • Exercício de mesa com bloqueio, investigação ou crise reputacional.
  • Playbook integrado entre Jurídico, Compliance, Segurança, Tesouraria e Comunicação.
  • Revisar seguros e cláusulas de terceiros.
  • Participar de fóruns técnicos via canais setoriais apropriados.
100–180 dias · Governança

Institucionalizar o radar

  • Painel mensal de sinais regulatórios e operações relevantes.
  • KPIs de exposição a terceiros e beneficiário final.
  • Atualização periódica do mapa de stakeholders.
  • Relato executivo ao comitê de risco / conselho.

Radar entre o segundo turno e o início de 2027

Sinais que podem mudar a decisão
Semanal

Operações multiorganizacionais

PF, MP/GAECO, Receita, fiscos, reguladores e recuperação de ativos atuando juntos em uma cadeia específica.

Quinzenal

ENCCLA 2026

Entregas sobre imóveis, combustíveis, pagamentos, beneficiário final, comércio exterior e recuperação patrimonial.

Semanal

BCB / pagamentos / cripto

Regras de PLDFT, supervisão, compartilhamento de dados e exigências sobre entidades não autorizadas.

Mensal

Congresso e comissões

Projetos e prioridades sobre crime organizado, lavagem, confisco, segurança pública e responsabilização econômica.

Mensal

Setores que migram para o radar

Sinais de que novos mercados passam a ser tratados como vetores de lavagem, infiltração ou ocultação patrimonial.

Evento

Casos que cruzam arenas

Quando uma investigação policial passa a gerar autuação fiscal, bloqueio, regulação, mudança cadastral ou nova obrigação setorial.

Avaliação das hipóteses

Conservadora e baseada em evidência
HipóteseStatusLeitura
O combate ao crime organizado se desloca de violência/policiamento para a economia do crime.Fortemente sustentadaAgenda ENCCLA 2026 e operações recentes colocam lavagem, patrimônio, pagamentos, beneficiário final e cadeias produtivas no centro.
Visibilidade pública é diferente de poder operacional.SustentadaA rede formal concentra conexões em órgãos de coordenação, inteligência, fiscalização e Justiça; mídia e atores altamente visíveis operam em circuitos diferentes.
A exposição é assimétrica por setor.Parcialmente confirmadaCombustíveis têm evidência mais forte; finanças/pagamentos e imobiliário ganham suporte institucional; logística exige validação mais granular por corredor e operação.
Coalizões público-privadas ganham peso na prevenção.Em consolidaçãoENCCLA e reguladores já incorporam associações privadas em algumas ações, mas intensidade e formato variam por setor.

Ranking completo

Base exportada do STKM
200 stakeholders · abrir ranking pesquisável

O score é uma ferramenta de priorização relativa dentro desta base. Não representa, isoladamente, poder formal, reputação, centralidade da rede ou probabilidade de acesso.

200 resultados
#StakeholderTipoPrioridadeScore
1Banco Central do BrasilGoverno / órgão públicoAlta98
2Ministério da FazendaGoverno / órgão públicoAlta97
3Polícia FederalOrganizaçãoCrítica95
4Receita Federal do BrasilGoverno / órgão públicoAlta95
5Procuradoria-Geral da República (PGR)Órgão públicoAlta95
6Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Órgão públicoAlta94
7Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)Órgão governamentalAlta94
8Ministério da Justiça e Segurança PúblicaGoverno / órgão públicoAlta94
9Hugo MottaPolítico/aAlta94
10Ricardo LewandowskiFuncionário/a público/aAlta94
11Valdecy UrquizaFuncionário/a público/a / especialista técnico/aAlta94
12Câmara dos DeputadosGoverno / órgão públicoAlta93
13Senado FederalGoverno / órgão públicoAlta93
14Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)Governo / órgão públicoAlta93
15Ricardo LiáoFuncionário/a público/aAlta93
16Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)Governo / órgão públicoAlta92
17Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA)Governo / órgão públicoAlta92
18Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP)Governo / órgão públicoAlta92
19Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI)Governo / órgão públicoAlta92
20Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo (GAECO-SP)Governo / órgão públicoAlta92
21Grupo de Acción Financiera de Latinoamérica (GAFILAT)Organismo multilateralAlta92
22Mário Luiz SarrubboFuncionário/a público/aAlta92
23Federação Brasileira de Bancos (Febraban)Associação empresarialAlta91
24Andrei Augusto Passos RodriguesFuncionário público / especialista técnicoAlta91
25Ministério Público Federal (MPF)Governo / órgão públicoAlta91
26Secretaria Nacional de Justiça (SNJ)Governo / órgão públicoAlta91
27Financial Action Task Force (FATF/GAFI)Organismo multilateralAlta91
28Comissão de Segurança Pública do Senado Federal (CSP)Órgão legislativoAlta91
29Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)ONG/Think TankAlta90
30Davi AlcolumbrePolíticoAlta90
31Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)Empresa pública / tecnologiaAlta90
32Controladoria-Geral da União (CGU)Governo / órgão públicoAlta90
33Autoridade Portuária de Santos (APS)Empresa pública / autoridade portuáriaAlta90
34Robinson BarreirinhasFuncionário públicoAlta90
35Confederação Nacional da Indústria (CNI)Associação empresarialAlta89
36B3 S.A. – Brasil, Bolsa, BalcãoEmpresa / infraestrutura de mercadoAlta89
37Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF)Associação empresarialAlta88
38Renato Sérgio de LimaPesquisador / docenteAlta88
39Tarcísio Gomes de FreitasPolíticoAlta88
40Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO)Instituto / FundaçãoAlta88
41Lincoln GakiyaFuncionário/a público/aAlta88
42Vladimir ArasEspecialista técnico/aAlta88
43Flávio Dino de Castro e CostaPolítico/aAlta88
44Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC)Rede institucional de Ministério PúblicoAlta88
45Gabriel Muricca GalípoloFuncionário/a público/aAlta88
46Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF)Governo / órgão públicoAlta88
47Jorge Rodrigo Araújo MessiasFuncionário públicoAlta88
48Paulo Gustavo Gonet BrancoFuncionário/a público/aAlta87
49Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)Organismo multilateralAlta87
50Superior Tribunal de Justiça (STJ)Governo / órgão públicoAlta87
51Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (CNPG)Associação institucionalAlta87
52Instituto Combustível Legal (ICL)Associação empresarialAlta87
53ZettaAssociação empresarialAlta87
54United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) – Escritório de Ligação e Parceria no BrasilOrganismo multilateralMédia87
55Polícia Rodoviária Federal (PRF)Governo / órgão públicoAlta87
56Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional)Associação profissionalAlta87
57Grupo Egmont de Unidades de Inteligência Financeira (Egmont Group)organismo internacionalMédia87
58Universidade de São Paulo (USP)Universidade / instituição educacionalAlta86
59Valor EconômicoMídia / portalAlta86
60Associação Brasileira de Bancos (ABBC)Associação empresarialMédia86
61Agência Brasileira de Inteligência (Abin)Governo / órgão públicoAlta86
62Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)Governo / órgão públicoAlta86
63Cláudio CastroPolíticoAlta86
64Supremo Tribunal Federal (STF)Órgão público / tribunal superiorAlta86
65Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA)Governo / órgão públicoAlta86
66Comissão de Valores Mobiliários (CVM)Agência reguladoraAlta85
67Tribunal de Contas da União (TCU)Governo / órgão públicoAlta85
68Advocacia-Geral da União (AGU)Governo / órgão públicoMédia85
69Pietro Adamo Sampaio MendesFuncionário/a público/aAlta85
70Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB)Associação empresarialAlta85
71Ronaldo LemosPesquisador/a / docenteAlta84
72Bruno DantasFuncionário/a público/aAlta84
73InsperUniversidade / instituição educacionalMédia-alta84
74Instituto IgarapéCentro de pesquisa / think tankAlta84
75Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)Universidade / instituição educacionalAlta84
76Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)Associação empresarialAlta84
77Caixa Econômica FederalEmpresaAlta84
78Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)Associação empresarialAlta84
79Superintendência de Seguros Privados (Susep)Agência reguladoraAlta84
80Guilherme DerritePolítico / funcionário públicoAlta84
81Serasa ExperianEmpresaAlta84
82Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC)Associação institucionalAlta84
83FGV Direito SPUniversidade / instituição educacionalAlta84
84Edson FachinFuncionário público / ministro do STFAlta84
85Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)Agência reguladora / órgão públicoAlta84
86Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)Agência reguladoraAlta84
87Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS)Associação empresarialAlta84
88Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp)Associação institucionalAlta84
89Secovi-SPAssociação empresarialAlta84
90Sergio Fernando MoroPolítico/aAlta84
91FGV EAESP – Escola de Administração de Empresas de São PauloUniversidade / instituição educacionalMédia84
92INTERPOL – Escritório Central Nacional BrasilOrganismo multilateralMédia84
93João Pedro Barroso do NascimentoFuncionário/a público/aAlta84
94NubankEmpresa / fintechAlta prioridade83
95Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade SocialONG / OSCAlta83
96StoneCoEmpresaAlta83
97Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)Associação empresarialAlta83
98Conselho da Justiça Federal (CJF)Governo / órgão públicoAlta83
99Global Initiative Against Transnational Organized Crime (GI-TOC)centro de pesquisa / think tankMédia83
100Global Legal Entity Identifier Foundation (GLEIF)Organização internacional / infraestrutura de dadosMédia83
101Marcelo Navarro Ribeiro DantasFuncionário público/aAlta83
102Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN)Órgão públicoAlta82
103Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)Agência reguladoraCrítica82
104Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)Centro de pesquisa / think tankAlta82
105Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs)Associação empresarialMédia82
106Bernard AppyEspecialista técnico/aAlta82
107Ilona Szabó de CarvalhoPesquisadora / especialista técnicaAlta82
108Rogério Schietti CruzFuncionário público / magistradoAlta82
109Mercado PagoEmpresa de pagamentosAlta82
110Conselho Federal de Contabilidade (CFC)Entidade profissionalAlta82
111Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL)Associação empresarialAlta82
112Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT)Rede institucionalAlta82
113Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom)Associação empresarialAlta82
114Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio (Abracam)Associação empresarialAlta82
115Secretaria do Tesouro Nacional (STN)Governo / órgão públicoMédia82
116Basel Institute on Governanceorganismo multilateralMédia82
117Wolfsberg Groupassociação setorial internacionalMédia82
118Bruno Paes MansoJornalista / pesquisador / colunistaMuito alta81
119Portos do BrasilGoverno / órgão públicoAlta81
120Open Finance BrasilPlataforma institucionalMédia81
121Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR)Organização setorialAlta81
122Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF)Associação profissionalAlta81
123Instituto Sou da PazOrganização da sociedade civilAlta80
124Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM)Instituição científicaMédia80
125RaízenOrganizaçãoAlta80
126Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)Agência reguladoraCrítica80
127Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)Agência reguladoraAlta80
128Confederação Nacional do Transporte (CNT)Associação empresarial / entidade setorialAlta80
129Malu GasparJornalista / colunistaAlta80
130Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)Associação empresarial / institutoAlta80
131Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca)Associação empresarialAlta80
132Fábio Ramazzini BecharaFuncionário público / especialista técnicoAlta80
133Vibra EnergiaEmpresaAlta80
134Associação Brasileira das Instituições de Pagamentos (ABIPAG)Associação empresarialAlta80
135Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto)Associação empresarialAlta80
136Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ)Governo / órgão públicoAlta80
137Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)Empresa públicaMédia80
138Antônio Augusto AnastasiaFuncionário públicoAlta80
139José Antonio Dias ToffoliFuncionário públicoAlta80
140Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci)Associação / rede institucionalMédia80
141Senador Alessandro VieiraPolítico/aAlta80
142Rogério Ceron de OliveiraFuncionário públicoMédia80
143GRU AirportEmpresaMédia80
144Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio)Centro de pesquisa / think tankMédia80
145Samira BuenoPesquisadora / docenteAlta79
146Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net)Associação empresarialAlta79
147Antônio Saldanha PalheiroFuncionário público / magistradoAlta79
148Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP)Empresa de infraestrutura financeiraAlta79
149RIOgaleãoEmpresaMédia79
150Conexis Brasil DigitalAssociação empresarialAlta78
151Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)Associação profissionalAlta78
152Pierpaolo Cruz BottiniPesquisador/a / docenteMédia78
153Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)Associação profissionalMédia78
154Transparência Internacional - BrasilONG / OSCMédia78
155Marcelo Batlouni MendroniEspecialista técnico/aAlta78
156Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG)Governo / órgão públicoMédia78
157Antonio Herman de Vasconcellos e BenjaminFuncionário público/aMédia78
158Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF)Governo / órgão públicoMédia78
159Daniel Ricardo de Castro CerqueiraPesquisador / docenteAlta77
160Roberto LivianuEspecialista técnico/aMédia77
161Andrey Borges de MendonçaEspecialista técnico/aAlta77
162André Luiz de Almeida Mendonçafuncionário públicoAlta77
163Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)Associação empresarialAlta76
164Fausto MacedoJornalista / colunistaAlta76
165Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC)Associação empresarialMédia76
166Gabriel de Santis FeltranPesquisador / docenteAlta76
167Associação Brasileira de Logística (ABRALOG)Associação empresarialAlta76
168Associação Brasileira de Internet (Abranet)Associação empresarialMédia76
169Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP)Associação empresarialAlta76
170Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)Governo / órgão públicoMédia76
171Polícia Civil do Paraná (PCPR)Governo / órgão públicoMédia76
172Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco)Associação profissionalMédia76
173IDwallEmpresaMédia76
174Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci)Conselho profissionalMédia76
175Associação Brasileira de Auditoria Interna (IIA Brasil)Associação profissionalMédia76
176Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf)Associação institucionalMédia76
177Rodrigo Otavio Soares PachecoPolítico/aMédia76
178Folha de S.PauloMídia / portalMédia-alta75
179Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg)Associação empresarialAlta75
180Leandro Piquet CarneiroPesquisador / docenteAlta75
181Rafael AlcadipaniPesquisador / docenteAlta75
182Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional (IBRAC)Centro de pesquisa / think tankMédia75
183Guilherme FranceEspecialista técnico/aMédia75
184Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP)Órgão PúblicoMédia73
185Marcelo GodoyJornalista / colunistaAlta73
186Luiz Flávio SaporiPesquisador / docenteAlta73
187Renato de Mello Jorge SilveiraPesquisador / docenteMédia73
188Cristiano Zanin Martinsfuncionário públicoMédia73
189Cármen Lúcia Antunes Rochafuncionária públicaMédia73
190Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)Organização da sociedade civilMédia72
191Rodrigo Ghiringhelli de AzevedoPesquisador / docenteAlta72
192Arthur Trindade Maranhão CostaPesquisador / docenteAlta72
193Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN)Órgão público / instância administrativaMédia72
194Associação Brasileira de Compliance (ABRAC)Associação empresarialMédia72
195Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)Centro de pesquisa / think tankMédia72
196Instituto Não Aceito Corrupção (INAC)ONG / OSCMédia72
197Edilson VitorelliPesquisador/a / docenteMédia71
198Thiago BottinoPesquisador/a / docenteMédia70
199José Vicente Tavares dos SantosPesquisador / docenteAlta69
200Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP)Centro de pesquisa / think tankMédia68

Metodologia e limites

Como ler sem extrapolar

Base e rede

  • 200 stakeholders no ranking exportado — esta versão corrige a contagem de 204 do reporte automático.
  • 174 atores e 178 relações formais no linkset; 18 componentes e 101 atores no maior bloco conectado.
  • Relações formais representam trabalho, afiliação, parceria ou colaboração documentada; não equivalem a amizade, alinhamento político ou coordenação ilícita.
  • O mapa formal complementa presença digital e relevância temática.

Rigor analítico

  • Score ≠ poder político ou centralidade de rede.
  • Presença digital ≠ influência ou reputação.
  • Setor citado ≠ envolvimento em irregularidade.
  • Empresa ou associação no mapa ≠ suspeita de crime.
  • Campos descritivos de enriquecimento foram usados apenas como sinais auxiliares; a leitura final prioriza identidade do ator, vínculo formal, função institucional e fontes públicas verificáveis.
Nota jurídica e reputacional. Operações citadas são descritas a partir de comunicações oficiais sobre investigações e medidas públicas. A menção a cadeias econômicas demonstra mecanismos de risco e fiscalização; não atribui responsabilidade a empresas específicas fora do que foi formalmente informado pelas autoridades competentes.

Fontes e referências utilizadas

Base pública consultada
  1. MJSP / ENCCLA — Ações de 2026
  2. MJSP — Painel de Acompanhamento das Ações ENCCLA
  3. Receita Federal — Operação Crédito Oculto, 24/09/2026
  4. Receita Federal — Operação Bomba Oculta, 28/08/2026
  5. Polícia Federal — Operação Unha e Carne, 07/07/2026
  6. Receita Federal — Operação Fratres, 28/09/2026
  7. Banco Central — ajustes em ativos virtuais e PLDFT, vigência em 01/10/2026
  8. Câmara — Lei nº 15.358/2026, Marco Legal do Combate ao Crime Organizado
  9. TSE — calendário das Eleições 2026

Conclusão

A principal conclusão deste mapeamento é que crime organizado não chega às empresas apenas pela violência ou pela reputação. Ele chega quando investigação, inteligência financeira, fiscalização, regulação e dados se conectam a cadeias econômicas lícitas. A rede formal revela onde essa conexão já existe; os sinais recentes mostram que parte dela já está sendo operacionalizada.

Entre o primeiro e o segundo turno, a pergunta relevante para empresas não é “qual narrativa vencerá?”, mas quais mecanismos de controle já têm estrutura para sobreviver ao ciclo eleitoral e se transformar em obrigações, custos, bloqueios, diligência e novas expectativas de governança.

Enquanto pesquisas eleitorais mostram intenção de voto, o Stakeholders Mapper mostra quem influencia os temas que podem afetar empresas.
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