Stakeholders Mapper
Report executivoTema: segurança pública & crime organizadoImplementação regulatória · Brasil
SEGURANÇA PÚBLICA · CRIME ORGANIZADO · IMPLEMENTAÇÃO REGULATÓRIA

Quem está transformando as novas regras em controles, dados e exigências empresariais?

Arquitetura de influência da Lei 15.358/2026 e do Programa Brasil contra o Crime Organizado para bancos, varejo, logística, combustíveis e infraestrutura crítica.

Tese executiva. Na fase de implementação, o poder deixa de estar concentrado apenas em quem aprova a regra. Ele se distribui entre quem regulamenta, investiga, controla dados, executa bloqueios e traduz exigências para cada setor. A principal implicação empresarial é organizar prontidão por instrumento e cadeia operacional, não por uma agenda genérica de “segurança pública”.
200stakeholders no ranking consolidado
180atores com vínculos formais capturados
195registros de relações formais no linkset
15componentes formais — uma arquitetura policêntrica
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EXECUTIVE BRIEF

Cinco coisas que importam agora

O valor do mapa não está em “quem tem maior score”, mas em distinguir poder formal, influência operacional e capacidade de conexão entre sistemas.

1

O centro de implementação é técnico-operacional

O maior componente formal reúne MJSP, PF, MPF, Ministério da Fazenda, Receita, Coaf e reguladores setoriais. Congresso continua relevante para o quadro futuro, mas não ocupa o centro da execução observada.

2

Finanças funcionam como um subsistema próprio

O cluster financeiro reúne 25 atores e 30 relações; o BCB concentra 16 vínculos formais capturados. A densidade interna é alta, mas a ponte formal com enforcement está subcapturada — um gap de inteligência a aprofundar.

3

Dados são o próximo gargalo de implementação

O Banco Nacional e os bancos estaduais previstos na Lei 15.358 exigem regras de inclusão, acesso, interoperabilidade, auditoria e segurança. O GTT do MJSP estava, na atualização oficial mais recente localizada, modelando o decreto regulamentador.

4

Combustíveis já têm uma camada setorial adicional vigente

A Lei 15.517/2026, publicada em setembro, torna a arena de combustíveis a mais concreta para rastreabilidade, origem, transporte, armazenamento e exposição penal ao comércio ilícito.

5

Não existe uma única rede de implementação

Inteligência, telecom, portos/aeroportos, varejo e logística aparecem em blocos separados. A resposta empresarial precisa combinar uma camada transversal de dados/enforcement com playbooks setoriais.

→

Decisão empresarial

Priorizar readiness: governança de dados, resposta a ordens, rastreabilidade, third-party due diligence e canais setoriais de interlocução — antes de novos atos transformarem princípios em protocolos específicos.

STATUS REGULATÓRIO

Separar obrigação atual de regulamentação e sinal futuro

Esta distinção evita tratar propostas em tramitação como regra vigente e ajuda empresas a alocar recursos no horizonte correto.

Instrumento / medidaStatus em 15 out. 2026O que mudaAtores que importamSinal empresarial
Lei 15.358/2026 — Marco LegalVigenteMedidas patrimoniais, bloqueios, restrições econômicas, cooperação e proteção de infraestrutura; cria Banco Nacional/estaduais.MJSP · PF · MPF · Coaf · BCB · RFB · JudiciárioPlaybook de ordens, preservação de evidências, owners internos e interfaces regulatórias.
Decreto 12.966/2026 — Programa Brasil contra o Crime OrganizadoVigente / implementaçãoEstrutura articulação, inteligência, investigação e desarticulação econômico-financeira.MJSP · Senasp · PF · estruturas SUSPMonitorar instrumentos operacionais e cooperação federativa.
Banco Nacional + bancos estaduaisRegulamentação em cursoCritérios de cadastro, perfis de acesso, atualização, interoperabilidade, auditoria e rastreabilidade.Senasp/MJSP · sistemas de inteligência · estados · órgãos convidados ao GTTMaior atenção a qualidade de dados, false positives, acesso, logs e impactos cadastrais.
Lei 15.517/2026 — combustíveisVigente desde 23 set. 2026Endurece tratamento penal de furto/roubo/receptação e comércio ilícito de combustíveis ao longo da cadeia.ANP · PF/PRF · operadores · associações setoriaisReforçar procedência, cadeia de custódia, terceiros e rastreabilidade de armazenagem/transporte.
PEC 18/2025 — Segurança PúblicaEm tramitaçãoPode alterar coordenação, competências e desenho institucional do sistema.Senado · Câmara · Executivo · entes federativosMonitorar cenário; não tratar como obrigação atual.
PL 3590/2026Em tramitaçãoPropõe ampliar responsabilidade de pessoas jurídicas, rastreabilidade econômica e diligência reforçada.Câmara · CSPCCO · empresas e associaçõesPreparar cenários de third-party risk; não antecipar como requisito vigente.
Nota: para o Banco Nacional, a atualização oficial mais recente localizada nesta revisão é de 20/08/2026, quando o GTT do MJSP discutia a modelagem final do decreto. Antes de qualquer decisão de compliance, confirmar se houve ato posterior.

POWER × INFLUENCE

Quem pode mudar o quê — e por qual mecanismo

Poder formal é competência jurídica. Influência operacional é capacidade de converter a regra em fluxo, protocolo, dado, fiscalização ou padrão setorial. O report deve manter os dois conceitos separados.

Alto poder formal · Alta influência operacional

Núcleo de implementação

MJSP/Senasp, PF, MPF, Ministério da Fazenda/RFB, Coaf, BCB e reguladores setoriais. Podem alterar protocolos, fiscalização, respostas a ordens, requisitos técnicos ou prioridades de enforcement.

Alto poder formal · Influência mais episódica

Interpretação e desenho futuro

Judiciário, Senado e Câmara. Podem redefinir competências, validar medidas e consolidar interpretações, mas aparecem em arenas formais distintas da operação cotidiana.

Menor poder coercitivo · Alta influência de tradução

Associações setoriais

Febraban, ABFintechs, Abdib, MoveInfra, NTC&Logística, ABOL, ABRAS, Fecombustíveis e Brasilcom traduzem impactos e ajudam a coordenar respostas coletivas. “Broker” só deve ser usado quando a conexão estiver demonstrada.

Legitimidade / conhecimento

Validadores e agenda setters

ENCCLA, FBSP, Igarapé, Sou da Paz e especialistas podem qualificar diagnóstico, riscos e governança. Influenciam interpretação e debate, mas não substituem autoridade regulatória.

REDE DE VÍNCULOS FORMAIS

O que a estrutura relacional acrescenta

A imagem abaixo mostra vínculos institucionais documentados no módulo Network. Ela complementa — e não substitui — presença digital, autoridade temática e monitoramento regulatório.

Rede de vínculos formais — Segurança pública: implementação das novas regras no Brasil
Mapa de vínculos formais capturado no módulo Network do Stakeholders Mapper. A posição periférica não implica baixa influência geral; indica menor integração no conjunto de vínculos formais capturado. Para navegar na rede dinâmica, acesse o projeto completo no módulo Network do Stakeholders Mapper →
1. Um núcleo de implementação concentra 93 atoresO maior componente formal tem 113 relações únicas e aproxima Justiça/Segurança, Fazenda, enforcement e reguladores de infraestrutura. Isso é mais útil para execução do que um ranking isolado.
2. Finanças formam um subsistema densoO bloco do BCB contém 25 atores; o Banco Central aparece com 16 vínculos formais. A força interna é clara, mas o linkset registra poucas pontes explícitas com o núcleo de enforcement.
3. Legislativo e STF aparecem em arenas própriasO componente Senado/Câmara tem 10 atores e o bloco centrado no STF tem 11. Isso sustenta a leitura de que desenho normativo, interpretação e execução operam por circuitos diferentes.
4. Há “ilhas” setoriais que exigem canais específicosInteligência (GSI/ABIN/SISBIN), portos/aeroportos, telecom, varejo e associações logísticas aparecem parcialmente separados. Não há um único ponto de entrada para todas as empresas.
Como ler: o linkset contém 195 registros e 180 atores; ausência de aresta não prova ausência de relação. Os tipos de vínculo são formais e genéricos (“works with”, “affiliated with”, “regulates” etc.), portanto não devem ser transformados em relações pessoais ou capacidade automática de acesso.

5 ACHADOS ESTRUTURAIS

O que o mapeamento revela que um relatório regulatório tradicional não mostra

1

O deslocamento de poder para a implementação é real — mas não elimina o Legislativo

A rede formal concentra o maior bloco em MJSP, PF, MPF, Fazenda e reguladores, enquanto Senado/Câmara aparecem em um componente próprio.

EvidênciaEstrutura formal + Lei 15.358 + Decreto 12.966.
Por que importaCompliance precisa acompanhar quem transforma norma em procedimento, não apenas tramitação.
AçãoSeparar radar “regra futura” de radar “implementação operacional”.
2

O banco de dados é o ponto mais sensível da próxima fase

A Lei cria bancos nacional e estaduais interoperáveis; o GTT discute inclusão/exclusão, acesso, auditoria e segurança. Isso pode afetar dados de pessoas físicas e jurídicas, restrições cadastrais e cooperação.

EvidênciaArt. 29 da Lei 15.358 + atualização do GTT/MJSP.
Por que importaQualidade de cadastro e governança podem gerar efeitos operacionais antes de grandes mudanças legislativas.
AçãoPreparar data lineage, logs, revisão de false positives e canal jurídico para contestação/retificação quando aplicável.
3

Finanças são infraestrutura de implementação — e um gap de conexão do mapa

BCB, bancos, meios de pagamento e Febraban formam um bloco formal próprio. A lei cria interfaces explícitas com Coaf, BCB, CVM, Susep e RFB, mas o linkset não captura toda essa transversalidade.

EvidênciaCluster financeiro + medidas de comunicação/bloqueio da lei.
Por que importaHá risco de superestimar coordenação conhecida ou subestimar conexões informais/operacionais.
AçãoAprofundar working groups, normas conjuntas e fluxos reais entre enforcement e sistema financeiro.
4

Combustíveis estão à frente na tradução setorial; varejo está mais indireto

A Lei 15.517 adiciona regras específicas à cadeia de combustíveis. No varejo, o impacto tende a ocorrer pela convergência entre pagamentos, comércio ilícito, fraude, fornecedores e futuras exigências de due diligence.

EvidênciaLei 15.517 vigente + rede ANP/ICL/Fecombustíveis/Brasilcom.
Por que importaO calendário e a intensidade de implementação não são iguais entre setores.
AçãoDefinir readiness setorial e não um único programa corporativo horizontal.
5

Associações são tradutoras importantes, mas “brokerage” precisa ser provado

Febraban e Abdib aparecem conectadas em suas arenas; outras associações funcionam como canais de representação. A base original, porém, atribuía papel de broker de forma ampla demais.

EvidênciaLinkset formal + diversidade de componentes.
Por que importaRelevância setorial não significa acesso entre sistemas.
AçãoPriorizar associações com caminho relacional observado para o órgão que define a medida concreta.

5 LENTES EMPRESARIAIS

O que cada setor precisa antecipar

Bancos & pagamentos

Agora: ordens de bloqueio, AML/KYC, preservação de evidência, compartilhamento conforme competência.
Gateways: BCB, Coaf, RFB, CVM/Susep, Febraban, CIP.
Prioridade: fluxo legal-operacional e readiness técnico.

Varejo

Agora: comércio ilícito, fraude, pagamentos, fornecedores e segurança patrimonial.
Gateways: ABRAS, CNDL/SBVC, Senacon, meios de pagamento.
Prioridade: third-party risk e rastreabilidade sem presumir nova obrigação geral ainda inexistente.

Logística & transporte

Agora: cargas, rodovias, ferrovias, terminais, cooperação com enforcement.
Gateways: PRF, ANTT, PF, Ministério dos Transportes, NTC, ABOL, ANTF.
Prioridade: cadeia de custódia, parceiros críticos e resposta a incidentes.

Combustíveis

Agora: Lei 15.517 aumenta concretude regulatória/penal sobre origem, transporte e armazenamento.
Gateways: ANP, PF/PRF, ICL, Fecombustíveis, Brasilcom.
Prioridade: procedência, documentação e terceiros.

Infraestrutura essencial

Agora: continuidade, prevenção, cooperação e proteção de ativos/serviços críticos.
Gateways: ANEEL, Anatel, ANTT, ANAC, MME, operadores e associações.
Prioridade: protocolos de interrupção, segurança, dados e contingência.

DECISION MATRIX

Regra → poder → implementação → consequência empresarial

Uma matriz para converter o mapa de stakeholders em agenda de decisão. Onde a evidência é insuficiente, o status permanece “a validar”.

MedidaStatusQuem decide / regulamentaQuem implementa / fiscalizaSetores mais expostosConsequência potencialSinal a monitorar
Bloqueio / indisponibilidade de ativosVigenteJudiciário, provocação de MP/delegado; órgãos atuam em suas competênciasInstituições financeiras, BCB/CVM/Susep/RFB conforme medidaBancos · pagamentos · empresas com ativos atingidosTempo de resposta, continuidade, contestação e documentaçãoNormas/protocolos operacionais e padrões de ordens
Banco Nacional / bancos estaduaisEm regulamentaçãoExecutivo federal / Senasp-MJSPUnião, estados, sistemas de inteligência e segurançaTransversalCadastro, restrições, interoperabilidade, auditoria, qualidade de dadosPublicação do decreto e atos estaduais
Cooperação e operações integradasVigente / implementaçãoMJSP/Senasp e órgãos participantesPF, PRF, FICCOs, MPs, estruturas estaduaisLogística · infraestrutura · operações distribuídasMaior velocidade e assimetria territorial de enforcementNovos acordos, operações e protocolos
Controles na cadeia de combustíveisVigenteLei + regulação setorialANP, enforcement, operadoresCombustíveis · logísticaProcedência, armazenamento, transporte, terceiros e responsabilizaçãoOrientações da ANP e padrões de fiscalização
Responsabilidade empresarial / due diligence reforçadaPropostasCongressoA depender do texto aprovadoVarejo · indústria · serviços · finançasBeneficiário final, fornecedores, rastreabilidade e controlesPL 3590/2026 e propostas correlatas
Rearranjo constitucional da segurança públicaPEC em tramitaçãoCongressoUnião, estados e municípios conforme eventual texto finalTransversalMuda desenho de coordenação, competências e recursosPEC 18/2025 no Senado

RISCOS & OPORTUNIDADES

Trocar “probabilidade” por força do sinal e prontidão

A base não suporta probabilidades estatísticas. Por isso, o report diferencia evidência atual, impacto potencial e ação de mitigação.

Risco / oportunidadeForça do sinalStakeholders / mecanismoImpacto empresarialResposta recomendada
Ordens de bloqueio e dados sem playbook internoALTOJudiciário · PF/MP · Coaf · BCB · RFBAtraso, inconsistência, risco operacional e jurídicoPlaybook com RACI, prazos, preservação de evidência e escalonamento executivo.
Governança insuficiente para interoperabilidadeALTOBanco Nacional/estaduais · Senasp · sistemas de inteligênciaFalse positives, acesso inadequado, logs deficientes, questionamentos de dadosData lineage, controles de acesso, trilha de auditoria e processo de revisão.
Aplicação desigual por setor e territórioMÉDIO / A VALIDARReguladores setoriais · MPs · forças estaduaisControles inconsistentes entre operações e estadosMapeamento subnacional das unidades críticas e gatilhos de escalonamento.
Expansão futura de due diligence empresarialMONITORARPL 3590 · PLs correlatos · beneficiário finalMaior custo de onboarding e gestão de terceirosCenário de readiness, sem antecipar proposta como obrigação vigente.
Oportunidade: protocolo setorial compartilhadoALTO VALORFebraban · Abdib · NTC/ABOL · Fecombustíveis · ABRASReduz ambiguidade e custo de tradução regulatóriaParticipar de comitês técnicos e harmonizar interpretações operacionais.
Oportunidade: piloto de rastreabilidade / dadosMÉDIO-ALTOReguladores · operadores · GS1 · associaçõesTesta controles antes de exigências mais específicasPiloto com métricas de erro, tempo de resposta, cobertura e auditabilidade.

TIME-TO-READINESS

Plano de ação em 180 dias

O objetivo não é “influenciar segurança pública”; é reduzir surpresa operacional, provar governança e construir canais técnicos antes que a implementação se torne mais específica.

0–30 dias
Mapear exposição e ownership
  • Inventário regra → processo → sistema → dono interno.
  • Classificar ordens/bloqueios/dados por área responsável.
  • Selecionar 20 terceiros críticos por setor para baseline.
  • Validar canais via associações e reguladores.
31–60 dias
Preparar dados e resposta
  • Playbooks para bloqueio, informação e preservação de evidência.
  • Mapear data lineage e logs dos sistemas sensíveis.
  • Definir critérios de third-party risk e beneficiário final.
  • Treinar Legal, Compliance, TI, RI e Operações juntos.
61–100 dias
Testar por setor
  • Tabletop de 3 cenários: finanças, logística, combustíveis.
  • Mapear 3–5 estados críticos para operações próprias.
  • Participar de fóruns técnicos setoriais.
  • Medir tempos de resposta e falhas de escalonamento.
100–180 dias
Institucionalizar & auditar
  • Auditoria independente dos fluxos críticos.
  • Protocolos e SLAs internos/terceiros.
  • Radar regulatório conectado a owners.
  • Reingestão STKM da rede com novos atos e vínculos.
KPIs recomendados: tempo para responder a ordem oficial · % de sistemas críticos com data lineage · % de terceiros críticos com due diligence atualizada · % de medidas com owner e playbook · nº de dependências regulatórias sem resposta · nº de caminhos de interlocução formal validados por setor.

WATCHLIST

Sinais que devem acionar nova leitura do mapa

SinalPor que muda a arquiteturaAtoresCadência sugeridaTrigger interno
Publicação do decreto do Banco NacionalDefine governança, acesso, inclusão/exclusão e interoperabilidade.MJSP · Senasp · estadosSemanal até publicaçãoRevisão imediata por Legal + Dados + Segurança
Atos operacionais BCB/Coaf/CVM/Susep/RFBPodem converter princípios em procedimentos financeiros.Sistema financeiroQuinzenalAtualizar playbooks e sistemas
Orientações ANP / fiscalização de combustíveisLei 15.517 cria frente setorial recente e concreta.ANP · PF/PRF · setorSemanalRevisar cadeia de custódia e fornecedores
PEC 18/2025 no SenadoPode alterar coordenação e competências.Senado · Executivo · entesSemanal durante pautaCenário institucional
PL 3590/2026 e propostas de beneficiário final/inteligência financeiraPodem expandir obrigações empresariais futuras.Câmara · associaçõesMensal / quando houver relatorAtualizar gap assessment de terceiros
Notas técnicas de associaçõesMostram como o setor está traduzindo impactos e negociando padrões.Febraban · Abdib · NTC · ABOL · ABRAS · FecombustíveisMensalComparar postura da empresa com benchmark setorial

AVALIAÇÃO DAS HIPÓTESES

Ser mais conservador onde a evidência ainda não fecha

HipóteseResultadoO que sustentaO que ainda falta
Centralidade migra do Legislativo para órgãos operacionais/reguladoresParcialmente confirmadaMaior componente formal centrado em execução; Legislativo em componente separado; quadro legal vigente.A rede formal não mede toda influência política e pode subcapturar relações.
Desarticulação financeira é eixo transversalParcialmente confirmadaLei cria interfaces com Coaf/BCB/CVM/Susep/RFB; cluster financeiro é denso.Pontes formais entre finanças e enforcement estão incompletas no linkset.
Gatekeepers de dados ganham influênciaParcialmente confirmadaBanco Nacional, interoperabilidade e GTT colocam dados no centro funcional.Serpro/Dataprev não aparecem como hubs estruturais na rede; é preciso mapear contratos, sistemas e grupos técnicos.
Execução varia fortemente entre estadosA validarHá atores estaduais na base e desenho federativo.O dataset atual é insuficiente para comparar capacidades estaduais de forma robusta.
Associações são brokers entre Estado e empresasParcialmente confirmadaFebraban, Abdib e outras têm vínculos/posição setorial relevantes.Relevância setorial não prova brokerage transversal; precisa de relação observável com o órgão-alvo.
Ranking completo — 200 stakeholders

O score é uma ferramenta de priorização relativa dentro desta base. Não representa poder absoluto, centralidade formal, reputação positiva ou probabilidade de acesso. Para evitar propagar campos textuais contaminados por outros contextos de enriquecimento, esta tabela preserva apenas nome, tipo, prioridade e score.

200 resultados
#StakeholderTipoPrioridadeScore
Metodologia e critérios de leitura

Base STKM. Scope do projeto 130, ranking com 200 stakeholders, linkset com 195 registros formais conectando 180 atores e captura visual do módulo Network.

Rede formal. Foi analisada como estrutura relacional documentada. Métricas e componentes descritos no report foram calculados a partir do linkset. Ausência de vínculo não equivale a ausência de influência; tipos genéricos de vínculo não provam relação pessoal ou acesso.

QA da base. A revisão identificou alguns campos de MainArea/StrategicRole herdados de outros contextos de enriquecimento. Eles não foram usados como evidência substantiva nesta versão. Nome, tipo, score, fontes, linkset e fontes oficiais foram priorizados.

Scores. Usados apenas como sinal relativo de priorização da base; não foram convertidos em centralidade de rede, reputação ou poder formal.

Pesquisa regulatória. O status de instrumentos-chave foi verificado em fontes oficiais ou governamentais. Propostas em tramitação são apresentadas como sinais futuros, nunca como obrigações vigentes.

Limite principal. O projeto ainda não contém evidência suficiente para comparar de forma robusta a implementação por estado, nem captura todos os grupos de trabalho, fluxos técnicos e relações operacionais entre sistema financeiro e enforcement. Uma rodada Advanced deve expandir relações e fontes específicas de implementação.

Fontes e referências utilizadas
EXECUTIVE CONCLUSION

O ponto de decisão

O maior risco para empresas não é “não acompanhar a segurança pública”. É confundir mudança legal com prontidão operacional. A implementação é distribuída: Justiça e enforcement definem medidas; reguladores e órgãos financeiros detalham interfaces; bancos de dados e sistemas tornam a regra executável; associações traduzem impactos por setor; estados podem adicionar assimetria.

O Stakeholders Mapper acrescenta uma camada que um relatório jurídico tradicional não entrega: quais arenas já estão conectadas, quais permanecem separadas, onde a coordenação é provável e onde ainda há gaps de evidência. A agenda recomendada é, portanto, dupla: readiness interno agora + aprofundamento contínuo da arquitetura externa.

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