Ecossistema brasileiro de combate à desinformação
O conjunto analisado revela um campo multissetorial, denso e altamente qualificado, no qual governo, plataformas, mídia, academia, sociedade civil e setor empresarial disputam legitimidade, capacidade de coordenação e autoridade técnica sobre integridade informacional.
O tema deixou de ser apenas jornalístico ou eleitoral: tornou-se uma agenda de governança pública, reputação empresarial e responsabilidade tecnológica.
A leitura do ecossistema mostra que a desinformação no Brasil mobiliza atores com papéis complementares: decisores públicos, órgãos reguladores, plataformas digitais, centros de pesquisa, veículos de checagem, jornalistas de alta visibilidade, organizações de direitos digitais e entidades empresariais. A tensão central está entre ação coordenada contra manipulação informacional, preservação de liberdade de expressão, responsabilidade de plataformas e proteção reputacional de empresas e instituições.
TSE, CGI.br, SECOM/PR e João Brant concentram capacidade normativa, coordenação pública e legitimidade institucional.
NetLab UFRJ, Marie Santini, InternetLab, ITS Rio, FGV ECMI e pesquisadores especializados sustentam diagnósticos e evidências.
Aos Fatos, Agência Lupa, Projeto Comprova, Estadão Verifica e jornalistas ampliam a circulação de informação confiável.
Instituto Ethos, Aberje, Coalizão Empresarial e Sleeping Giants Brasil conectam desinformação a reputação, publicidade e confiança.
Contexto e escopo do relatório
Este relatório analisa stakeholders enriquecidos relacionados ao tema “Desinformação no Brasil”, com foco em relevância estratégica, influência, conhecimento, engajamento, presença digital e papel potencial no ecossistema.
O conjunto reúne 50 atores com atuação direta ou adjacente à integridade da informação. A base inclui associações empresariais, órgãos públicos, plataformas digitais, centros de pesquisa, universidades, jornalistas, veículos de checagem, ONGs, institutos e especialistas técnicos. Não foi recebida uma tese explícita do usuário. Portanto, a avaliação se estrutura a partir do tema, dos scores e dos padrões observados nos stakeholders enriquecidos.
Oito leituras executivas do ecossistema
O núcleo crítico é multissetorial
Coalizão Empresarial Contra a Desinformação, Aberje, NetLab UFRJ, Marie Santini, Instituto Ethos e TSE aparecem com prioridade crítica, combinando influência, relevância e papel estratégico.
Implicação: qualquer agenda robusta exige coordenação entre empresas, ciência, mídia e instituições públicas.
Governo e regulação estão no centro da disputa
TSE, CGI.br, Secretaria de Políticas Digitais da SECOM/PR e João Brant têm scores altos e papéis institucionais diretos.
Implicação: riscos regulatórios e institucionais devem ser monitorados de forma contínua.
Há forte densidade técnico-científica
NetLab UFRJ, InternetLab, ITS Rio, Data Privacy Brasil, FGV ECMI e pesquisadores como Pablo Ortellado, Raquel Recuero e Ronaldo Lemos exibem alto conhecimento.
Implicação: decisões públicas e empresariais podem ser ancoradas em evidência qualificada.
Fact-checking é infraestrutura reputacional
Aos Fatos, Agência Lupa, Projeto Comprova e Estadão Verifica articulam checagem, validação pública e monitoramento de narrativas.
Implicação: parcerias com checadores podem reduzir vulnerabilidade narrativa.
Publicidade digital é ponto sensível
Sleeping Giants Brasil, Google Brasil, Instituto Ethos e Coalizão Empresarial conectam desinformação a brand safety, financiamento e reputação corporativa.
Implicação: empresas expostas à publicidade programática precisam de governança preventiva.
Educação midiática é vetor de legitimidade
UNESCO Brasil, Instituto Palavra Aberta, Redes Cordiais e SaferNet Brasil reforçam a agenda de formação, cidadania digital e responsabilidade nas redes.
Implicação: educação midiática pode funcionar como agenda de baixo conflito e alto valor público.
Plataformas são atores incontornáveis
Google Brasil aparece com prioridade muito alta e papel central em busca, YouTube, publicidade, IA generativa e transparência.
Implicação: sem diálogo com plataformas, a capacidade de resposta será parcial.
Há atores relevantes com presença digital incompleta
Alguns especialistas e organizações possuem canais “não encontrados” ou “não encontrados com confiança”.
Implicação: a priorização deve combinar autoridade temática com validação adicional de canais.
Um campo plural, com alta concentração em pesquisa, mídia, governo e sociedade civil
A composição indica que a desinformação é tratada como problema sistêmico: envolve circulação de narrativas, regulação, plataformas, educação, jornalismo, direitos digitais e riscos empresariais.
| Dimensão | Leitura principal | Stakeholders destacados | Implicação estratégica |
|---|---|---|---|
| Governança pública | Presença de decisores e órgãos com capacidade regulatória e institucional. | TSE, CGI.br, SECOM/PR, João Brant | Priorizar acompanhamento regulatório e relacionamento institucional. |
| Pesquisa e evidência | Alta densidade de centros e pesquisadores com conhecimento 4.6 a 5. | NetLab UFRJ, Marie Santini, InternetLab, ITS Rio, FGV ECMI, Raquel Recuero | Usar evidência técnica para reduzir polarização e aumentar legitimidade. |
| Mídia e checagem | Fact-checking e jornalismo investigativo formam camada de validação pública. | Aos Fatos, Agência Lupa, Projeto Comprova, Estadão Verifica, Tai Nalon | Construir protocolos de resposta e validação de narrativas. |
| Setor empresarial | Agenda conecta reputação, publicidade, comunicação responsável e ESG. | Instituto Ethos, Aberje, Coalizão Empresarial, Abradee | Tratar desinformação como risco de governança e reputação. |
| Sociedade civil | Atua em direitos digitais, educação, advocacy e pressão reputacional. | Sleeping Giants Brasil, Intervozes, SaferNet Brasil, Redes Cordiais, Instituto Vero | Incluir escuta e diálogo para evitar percepção de agenda exclusivamente institucional. |
A conexão com desinformação é alta, mas se distribui por diferentes entradas estratégicas
Conexão direta com desinformação
NetLab UFRJ, Marie Santini, Aos Fatos, Projeto Comprova, Agência Lupa, TSE, Tai Nalon, Patrícia Campos Mello e Sleeping Giants Brasil apresentam relação explícita com desinformação, checagem, integridade eleitoral, redes digitais ou manipulação informacional.
Conexão por governança digital
CGI.br, InternetLab, Data Privacy Brasil, ITS Rio, Ronaldo Lemos, Carlos Affonso Souza, Francisco Brito Cruz e Laura Schertel Mendes conectam desinformação a direitos digitais, plataformas, IA, regulação e liberdade de expressão.
Conexão por reputação empresarial
Instituto Ethos, Coalizão Empresarial, Aberje, Abradee e Caio Magri aproximam o tema de ESG, confiança, segurança da publicidade, crise reputacional e responsabilidade corporativa.
Conexão por educação e cidadania digital
UNESCO Brasil, Instituto Palavra Aberta, SaferNet Brasil e Redes Cordiais posicionam educação midiática e segurança digital como respostas estruturais e menos polarizadas.
Legitimidade vem de autoridade técnica, presença institucional e capacidade de validação pública
O input não traz um campo consolidado de “reputação digital”. A análise abaixo usa scores, prioridade, presença digital e papéis estratégicos como sinais disponíveis, sem confundir popularidade com reputação.
Alta legitimidade técnica
NetLab UFRJ, Marie Santini, InternetLab, Data Privacy Brasil, ITS Rio, FGV ECMI, Raquel Recuero, Pablo Ortellado e Ronaldo Lemos combinam alto conhecimento com relevância temática.
Confiança altaAlta legitimidade institucional
TSE, CGI.br, SECOM/PR, João Brant, UNESCO Brasil e Google Brasil possuem capacidade institucional, regulatória, multilateral ou tecnológica significativa.
Confiança altaReputação a validar com cautela
Stakeholders com canais “não encontrados” ou “não encontrados com confiança” exigem validação adicional antes de ações digitais. Isso não reduz necessariamente autoridade temática, mas limita ativação pública baseada em canais.
Confiança médiaA presença digital é ampla, mas desigual entre instituições, jornalistas e especialistas
| Stakeholder | Presença digital validada | Leitura estratégica |
|---|---|---|
| Instituto Ethos | Website, X, Facebook, LinkedIn, Instagram | Alta capacidade de ativação institucional e empresarial. |
| Aberje | Website, X, Facebook, LinkedIn, Instagram | Boa infraestrutura digital para mobilizar comunicação corporativa. |
| NetLab UFRJ | Website, X, LinkedIn, Instagram | Presença adequada para circulação de evidência técnica. |
| TSE | Website, X, Facebook, LinkedIn, Instagram | Capacidade robusta de comunicação pública e resposta institucional. |
| Google Brasil | Website, X, Facebook, LinkedIn, Instagram | Ator central para governança de plataforma e comunicação de transparência. |
| Letícia Cesarino, Eugênio Bucci, Wilson Gomes, Dora Kaufman | Canais sociais não encontrados com confiança ou ausentes no input | Alta autoridade temática possível, mas ativação digital direta exige validação adicional. |
Não foi recebida uma hipótese explícita
| Tese | Resultado | Evidência disponível | Interpretação estratégica |
|---|---|---|---|
| Não se recebeu uma tese explícita do usuário. | Inconclusa por falta de evidência | O input contém tema e stakeholders, mas não contém hipótese textual a ser confirmada ou refutada. | O relatório deve ser usado como mapeamento estratégico inicial. A próxima ingestão deveria incluir tese, objetivo e janela temporal para avaliação mais conclusiva. |
O que a leitura sugere para decisão
A agenda exige coordenação entre legitimidades diferentes
TSE, CGI.br e SECOM/PR têm legitimidade institucional; NetLab UFRJ, InternetLab e ITS Rio sustentam base técnica; Aos Fatos, Lupa e Comprova validam publicamente; Ethos e Aberje conectam empresas.
- Ação: criar mesa de escuta multissetorial com papéis claros.
- Evidência: scores altos de influência, conhecimento e relevância em múltiplos tipos de ator.
Confiança alta
Empresas são vulneráveis por comunicação e publicidade
Coalizão Empresarial, Instituto Ethos, Aberje, Abradee e Sleeping Giants Brasil conectam desinformação a reputação, brand safety, confiança pública e comunicação responsável.
- Ação: auditar inventário publicitário, protocolos de resposta e critérios de associação de marca.
- Evidência: papéis estratégicos explícitos em segurança da publicidade e riscos reputacionais.
Confiança alta
O campo regulatório será sensível à acusação de censura
InternetLab, ITS Rio, Data Privacy Brasil, Carlos Affonso Souza, Francisco Brito Cruz e Diogo Rais aparecem como atores capazes de qualificar liberdade de expressão, plataformas e regulação.
- Ação: enquadrar iniciativas com base em direitos, transparência e devido processo.
- Evidência: alta pontuação de conhecimento e relevância em direito digital e governança.
Confiança alta
Educação midiática pode ser agenda de convergência
UNESCO Brasil, Instituto Palavra Aberta, SaferNet Brasil e Redes Cordiais oferecem entradas menos polarizadas e com alto valor social.
- Ação: desenvolver programas de formação com empresas, escolas, mídia e sociedade civil.
- Evidência: papéis estratégicos associados a educação, cidadania digital e segurança online.
Confiança alta
Jornalistas funcionam como tradutores públicos do risco
Patrícia Campos Mello, Vera Magalhães, Juliana Gragnani, Tai Nalon, Cristina Tardáguila, Sérgio Lüdtke e Marcelo Soares conectam evidência, linguagem pública e visibilidade.
- Ação: preparar materiais verificáveis, dados claros e porta-vozes técnicos.
- Evidência: papéis estratégicos de visibilidade, checagem, jornalismo investigativo e dados.
Confiança média
IA generativa e deepfakes são fronteira emergente
TSE, Google Brasil, Dora Kaufman, Ronaldo Lemos, Data Privacy Brasil e João Brant conectam desinformação a IA, deepfakes, transparência e governança tecnológica.
- Ação: incluir IA generativa como eixo fixo de monitoramento e simulações de crise.
- Evidência: subtemas explícitos sobre IA, deepfakes e responsabilidade tecnológica.
Confiança média
Riscos a antecipar
| Risco | Tipo | Stakeholders associados | Evidência | Probabilidade | Impacto | Mitigação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Politização da agenda de combate à desinformação | Institucional / narrativo | TSE, SECOM/PR, João Brant, InternetLab, ITS Rio | Subtemas de regulação, eleições, liberdade de expressão e governança democrática. | Média | Alta | Usar linguagem baseada em direitos, transparência e evidências. |
| Crise reputacional por publicidade em ambientes desinformativos | Reputacional / empresarial | Sleeping Giants Brasil, Google Brasil, Instituto Ethos, Aberje | Brand safety, publicidade responsável e financiamento de sites desinformativos aparecem como subtemas. | Alta | Alta | Auditoria de mídia, critérios de exclusão e governança de fornecedores. |
| Dependência excessiva de poucos validadores técnicos | Estrutural | NetLab UFRJ, Marie Santini, InternetLab, ITS Rio, FGV ECMI | Concentração de conhecimento alto em centros e especialistas reconhecidos. | Média | Média | Diversificar fontes e construir painel técnico plural. |
| Baixa validação de canais digitais de alguns especialistas | Dados / ativação | Letícia Cesarino, Eugênio Bucci, Wilson Gomes, Dora Kaufman e outros com canais não encontrados | Campos de redes sociais ausentes ou “não encontrado com confiança”. | Média | Média | Validar canais antes de relacionamento digital ou monitoramento automatizado. |
| Escalada de deepfakes e IA generativa | Tecnológico / reputacional | TSE, Google Brasil, Dora Kaufman, Data Privacy Brasil, Ronaldo Lemos | Subtemas explícitos de IA generativa, deepfakes e governança de IA. | Média | Alta | Protocolos de verificação, resposta rápida e educação preventiva. |
Onde ativar valor público, reputacional e institucional
| Oportunidade | Stakeholders habilitadores | Evidência | Valor estratégico | Ação recomendada |
|---|---|---|---|---|
| Coalizão empresarial de integridade informacional | Instituto Ethos, Coalizão Empresarial, Aberje, Abradee | Prioridade crítica/alta e papéis ligados à responsabilidade empresarial. | Reduzir risco reputacional e aumentar confiança pública. | Definir manifesto, governança e protocolos de publicidade responsável. |
| Painel técnico de evidências | NetLab UFRJ, InternetLab, ITS Rio, FGV ECMI, Data Privacy Brasil | Scores altos de conhecimento e relevância. | Dar robustez a decisões e narrativas públicas. | Produzir briefings periódicos com evidências e riscos emergentes. |
| Aliança de educação midiática | UNESCO Brasil, Instituto Palavra Aberta, SaferNet Brasil, Redes Cordiais | Subtemas de educação midiática, cidadania digital e segurança online. | Agenda de alto consenso e longo prazo. | Desenvolver módulos de capacitação para empresas, escolas e lideranças. |
| Protocolo de resposta a desinformação | Aos Fatos, Agência Lupa, Projeto Comprova, Estadão Verifica | Atuação em fact-checking e verificação de conteúdo viral. | Aumentar velocidade e credibilidade de resposta. | Mapear fluxos de validação, porta-vozes e critérios de acionamento. |
| Diálogo com plataformas | Google Brasil, SECOM/PR, CGI.br, TSE | Plataforma, órgãos públicos e governança multissetorial aparecem com alta prioridade. | Conectar transparência, moderação, publicidade e integridade democrática. | Estabelecer agenda de transparência e canais de escalonamento. |
Três horizontes de ação
Validar, priorizar e proteger
- Confirmar canais digitais de stakeholders com presença incerta.
- Priorizar relacionamento com os 9 atores críticos ou muito altos.
- Auditar exposição publicitária e riscos de brand safety.
- Preparar matriz de porta-vozes técnicos e institucionais.
Construir agenda e monitorar narrativas
- Estruturar painel técnico com academia, think tanks e checadores.
- Monitorar regulação, plataformas, IA generativa e desinformação eleitoral.
- Desenvolver programas de educação midiática com parceiros de legitimidade.
- Implementar protocolo de resposta a narrativas falsas.
Influência responsável e inteligência contínua
- Atualizar periodicamente o mapa de stakeholders e scores.
- Construir coalizão empresarial permanente de integridade informacional.
- Integrar desinformação ao framework de risco reputacional e ESG.
- Amadurecer sistema de inteligência com reingestas e validação humana.
Sinais que devem orientar novas reingestas
| Sinal a monitorar | Por que importa | Stakeholders relacionados | Fonte sugerida | Frequência sugerida |
|---|---|---|---|---|
| Mudanças em regulação de plataformas | Afetam governança, liberdade de expressão e responsabilidade empresarial. | SECOM/PR, João Brant, CGI.br, TSE, InternetLab, ITS Rio | Canais oficiais e publicações institucionais | Mensal |
| Novas controvérsias sobre publicidade digital | Podem gerar crises reputacionais rápidas. | Google Brasil, Sleeping Giants Brasil, Instituto Ethos, Aberje | X, websites, imprensa e comunicados | Semanal |
| Avanço de deepfakes e IA generativa | Aumenta risco de manipulação em eleições, marcas e instituições. | TSE, Dora Kaufman, Data Privacy Brasil, Ronaldo Lemos | Relatórios técnicos e canais oficiais | Quinzenal |
| Aparecimento de novos checadores ou iniciativas colaborativas | Amplia capacidade de validação pública. | Aos Fatos, Lupa, Comprova, Estadão Verifica | Websites e redes sociais | Mensal |
| Alterações na presença digital dos especialistas | Melhora ou reduz capacidade de ativação e monitoramento. | Especialistas com canais não encontrados com confiança | LinkedIn, X, websites institucionais | Trimestral |
Transparência metodológica
- A informação disponível não permite concluir reputação digital consolidada com confiança suficiente, pois não há um campo explícito de reputação pública para todos os stakeholders.
- Não há evidência suficiente para afirmar uma relação formal entre esses atores. A leitura deve ser tratada como interpretação estratégica do “pequeno mundo” enriquecido, não como análise de grafos.
- Alguns stakeholders têm canais digitais ausentes, “não encontrados” ou “não encontrados com confiança”, o que exige validação humana antes de ativação ou monitoramento automatizado.
- Os scores foram usados como sinais de priorização, mas não substituem análise qualitativa, validação de fontes e acompanhamento temporal.
- Não foi recebida janela temporal, objetivo específico nem tese explícita. Isso limita a avaliação de confirmação ou refutação de hipótese.
O ecossistema brasileiro de desinformação é maduro, disputado e altamente interdependente.
Ele revela que a resposta efetiva não virá de um único ator, mas de coordenação entre legitimidade institucional, evidência técnica, jornalismo de verificação, governança de plataformas, educação midiática e responsabilidade empresarial. A decisão prioritária é organizar uma estratégia multissetorial com validação técnica, proteção reputacional e monitoramento contínuo — antes que crises narrativas, regulatórias ou tecnológicas definam a agenda de forma reativa.